Questão de Engenharia Mecânica — Termodinâmica — FGV 2021
- Código
- fg043946
- Banca
- FGV
- Órgão
- PC-RJ
- Ano
- 2021
- Nível
- Superior
- Cargo
- Perito Criminal - Engenharia Mecânica
- A0,6 kW;
- B16,2 kW;
- C22,2 kW;
- D40,2 kW;
- E56,4 kW.
GabaritoB — 16,2 kW;
Gabarito: letra B. A taxa de transferência de calor que deixa a chapa é obtida pela Lei de Fourier aplicada na superfície : . Derivando a distribuição e avaliando em , obtém-se .
A questão envolve condução unidimensional em regime permanente com geração interna de calor. A distribuição de temperatura é fornecida, e o que se pede é o fluxo de calor na superfície exposta. A ferramenta é a Lei de Fourier, que relaciona o fluxo de calor ao gradiente de temperatura: o calor flui no sentido decrescente da temperatura, e a taxa é proporcional à condutividade térmica, à área e ao gradiente.
A pegadinha clássica aqui é esquecer o sinal negativo da Lei de Fourier ou avaliar a derivada no ponto errado (em em vez de ). Além disso, é preciso converter a espessura de mm para metros e a potência de W para kW. Vamos ao cálculo passo a passo.
Dados:
(em °C, mas a diferença de temperatura em K é a mesma)
Derivada da temperatura:
Avaliar em :
Com :
Lei de Fourier:
O sinal negativo indica que o calor flui no sentido decrescente de (para fora da chapa). A taxa de calor que deixa a chapa é o módulo:
Portanto, a alternativa correta é a letra B.
0,6 kW — Esse valor seria obtido se, por engano, o aluno usasse a derivada em (onde ) e depois aplicasse algum fator incorreto, ou se confundisse a unidade de (usando 100 em vez de 0,1) e errasse a conta. Não corresponde a nenhuma etapa correta do cálculo.
16,2 kW — Como demonstrado, é exatamente o resultado de em , com os valores fornecidos. A derivada em vale e o produto vale , resultando em .
22,2 kW — Esse número poderia surgir se o aluno usasse mas esquecesse de multiplicar pelo fator 2 da derivada da exponencial, obtendo (8,1 kW), ou se somasse erroneamente a constante 5°C. Não há base física para 22,2 kW.
40,2 kW — Esse valor é o dobro de 20,1 kW, que seria obtido se o aluno usasse ou indevidamente, ou se aplicasse a derivada em um ponto errado. Não corresponde ao cálculo correto.
56,4 kW — Esse número é o triplo de 18,8 kW, que não tem relação com o problema. Provavelmente resulta de uma combinação incorreta dos dados (por exemplo, multiplicar 30 por 1 por 0,1 por 20,1 e depois por 3). Não há fundamento físico.
A banca explora dois erros comuns: (1) esquecer o sinal negativo da Lei de Fourier — mas aqui o que importa é o módulo, pois se pede a taxa que "deixa" a chapa; (2) avaliar a derivada em em vez de . Em , a derivada é zero (a exponencial tem mínimo), o que daria — claramente absurdo. Fique atento: a derivada deve ser calculada na superfície onde o calor sai, que é .
Em problemas de condução com distribuição de temperatura fornecida, o caminho é sempre: derivar , avaliar no ponto de interesse, aplicar e converter unidades. Treine com questões que fornecem e pedem o fluxo — a FGV adora esse formato.
Gabarito: letra B
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