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Questão de Medicina Legal — Perícia — FGV 2021

Medicina LegalPerícia
Código
fg044073
Banca
FGV
Órgão
PC-RN
Ano
2021
Nível
Médio
Cargo
Agente e Escrivão
Um indivíduo é agredido com três disparos de arma de fogo, levado ao hospital e submetido a cirurgia, permanecendo sete dias internado na UTI e recebendo alta no 16º dia de internação.Para que o perito conclua se houve perigo de vida, na avaliação das lesões é necessário:
  1. Aanalisar o prontuário médico;
  2. Bverificar a presença de cicatriz cirúrgica;
  3. Cverificar se houve sequelas decorrentes da agressão;
  4. Dse fundamentar na oitiva da vítima durante o exame;
  5. Esolicitar a presença do médico que o atendeu.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — analisar o prontuário médico;

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Traumatologia Forense - Perigo de Vida em Lesões por Arma de Fogo

Gabarito: letra A. Para concluir se houve perigo de vida, o perito deve analisar o prontuário médico (alternativa A), pois nele constam todos os dados clínicos do paciente – gravidade das lesões, necessidade de cirurgia, tempo de internação na UTI e evolução. O Código Penal, em seu art. 129, §1º, II, considera o perigo de vida como uma das hipóteses de lesão corporal grave, e sua constatação exige exame objetivo do prontuário, conforme doutrina médico-legal.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O prontuário médico é o documento que registra integralmente o atendimento: entrada no hospital, cirurgia, dias na UTI, sinais vitais, complicações e alta. O perito, ao analisar esse registro, pode avaliar se as lesões, pela sua natureza ou evolução, configuraram perigo de vida iminente. É a fonte primária e objetiva, independente de depoimentos ou presença do médico.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A presença de cicatriz cirúrgica apenas prova que houve intervenção cirúrgica, mas não indica, por si só, que a vida do paciente esteve em risco. Muitas cirurgias são realizadas sem perigo de vida imediato (ex.: retirada de projétil sem complicações). A cicatriz não substitui a análise do prontuário.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Sequelas são consequências tardias da lesão (ex.: debilidade permanente, perda de função), enquanto o perigo de vida é avaliado no momento da agressão ou durante a evolução imediata. A existência de sequelas não é necessária para caracterizar perigo de vida, e sua ausência não o descarta. O perigo de vida é um conceito autônomo.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A oitiva da vítima pode trazer informações subjetivas (sensações, dores), mas não possui o rigor técnico necessário para fundamentar a conclusão sobre perigo de vida. O perito deve basear-se em dados objetivos e documentados, como o prontuário médico.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Embora o médico assistente possa fornecer informações adicionais, sua presença não é indispensável. O prontuário já contém todos os dados clínicos, e o perito pode, se necessário, solicitar esclarecimentos por escrito. A alternativa sugere uma exigência desnecessária e fora da rotina pericial.

PEGA ESSA DICA!

Na prática pericial, o prontuário médico é a peça-chave para avaliar perigo de vida e outras naturezas graves (incapacidade por mais de 30 dias, debilidade permanente, etc.). Guarde que a análise documental é prioritária.

Gabarito: letra A.

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