Questão de Auditoria de Obras Públicas — Aspectos Legais e Burocráticos na Auditoria de Obras Públicas — FGV 2021
Auditoria de Obras Públicas›Aspectos Legais e Burocráticos na Auditoria de Obras Públicas
Código
fg045061
Banca
FGV
Órgão
TCE-AM
Ano
2021
Nível
Superior
Cargo
Auditor Técnico de Controle Externo - Obras Públicas - 2ª dia
Um dos maiores defeitos que o pavimento pode apresentar é a fadiga do seu revestimento asfáltico. A norma DNIT 183/2018 – ME descreve o modo pelo qual se determina o comportamento de misturas asfálticas quanto à fadiga sob um carregamento repetido, à tensão constante, usando o ensaio de compressão diametral de tração indireta.Nesse método de ensaio:
Ase o coeficiente de determinação (R²) da curva, resultante de 12 corpos de prova, for menor que 0,8, deve-se aumentar o número de corpos de prova ensaiados, para tentar melhorar o ajuste;
Bé recomendável utilizar, durante o ensaio, níveis de tensão acima de 40% da resistência à tração da mistura, para simular as cargas reais;
Ca frequência de aplicação das cargas deve ser de 10 Hz;
Do ensaio padrão deve ser executado à temperatura de 15°C, na câmara de temperatura controlada;
Ea vida de fadiga deve ser determinada como o número total de aplicações de carga que cause uma deformação crítica do corpo de prova, sem, no entanto, rompê-lo.
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GabaritoA — se o coeficiente de determinação (R²) da curva, resultante de 12 corpos de prova, for menor que 0,8, deve-se aumentar o número de corpos de prova ensaiados, para tentar melhorar o ajuste;
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Ensaio de Fadiga em Misturas Asfálticas (DNIT 183/2018 – ME)
Gabarito: letra A. A norma DNIT 183/2018 – ME estabelece que, para o ensaio de compressão diametral de tração indireta, o coeficiente de determinação (R²) da curva de fadiga, obtida com 12 corpos de prova, deve ser no mínimo 0,8; caso contrário, deve-se aumentar o número de corpos de prova para melhorar o ajuste. As demais alternativas apresentam erros quanto aos níveis de tensão, frequência, temperatura e definição de vida de fadiga.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa reproduz a exigência típica da norma: um R² mínimo de 0,8 para a curva ajustada com 12 corpos de prova. Se esse valor não for atingido, a própria norma recomenda aumentar a amostragem para tentar obter um melhor ajuste estatístico, garantindo a confiabilidade dos parâmetros de fadiga.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Níveis de tensão acima de 40% da resistência à tração são excessivos para um ensaio de fadiga. Normalmente, utilizam-se tensões entre 10% e 30% da resistência, de modo a induzir a fadiga sem provocar ruptura precoce. O uso de tensões elevadas resultaria em vida de fadiga muito curta e não representativa do comportamento em serviço.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A frequência de aplicação de cargas em ensaios de fadiga de misturas asfálticas é da ordem de 1 a 2 Hz, simulando o efeito do tráfego de veículos. A frequência de 10 Hz é excessivamente alta e não corresponde ao carregamento real, podendo gerar efeitos dinâmicos não desejados.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A temperatura padrão para o ensaio de fadiga é geralmente 20°C ou 25°C, e não 15°C. A temperatura influencia diretamente o comportamento viscoelástico do asfalto; o ensaio a 15°C poderia subestimar a vida de fadiga, pois a mistura se torna mais rígida.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A vida de fadiga é definida como o número de ciclos até a ruptura completa do corpo de prova (falha), e não até uma deformação crítica sem romper. O critério de falha é a ruptura total (ou, em alguns métodos, uma redução de 50% no módulo de rigidez), mas nunca a ausência de ruptura.
PEGA ESSA DICA!
Em questões sobre ensaios de fadiga, lembre-se dos parâmetros-chave: R² ≥ 0,8 com no mínimo 12 CPs; tensões de 10-30% da resistência; frequência de 1-2 Hz; temperatura em torno de 20-25°C; e vida de fadiga = número de ciclos até a ruptura. Esses valores são recorrentes em normas como a DNIT 183/2018 e a AASHTO T 321.