Reescrita com manutenção do sentido original
Gabarito: letra B. A alternativa B é a única que preserva a relação de contraste implícita no texto original: a adesão dos fumantes aos cigarros de baixos teores não alterou a mortalidade, o que vai contra a expectativa de que cigarros "mais leves" seriam menos nocivos. O uso de "Ainda que" (concessão) capta essa ideia de oposição sem introduzir causalidade, enquanto as demais opções ou alteram a relação lógica ou acrescentam informações estranhas ao texto.
Trecho-chave: “O fato de, nas últimas décadas, os fumantes terem aderido em massa aos assim chamados cigarros de baixos teores, não alterou em nada a mortalidade.”
O período original é uma afirmação composta por um sujeito oracional (o fato de…) e um predicado negativo (não alterou). A ausência de conjunção entre as ideias deixa implícita uma oposição entre a esperança depositada nos cigarros de baixos teores e o resultado real. A banca pede uma reescrita que mantenha exatamente esse sentido – e a única alternativa que faz isso é a B.
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Não se alterou em nada a mortalidade, pois… os fumantes aderiram…"
Erro: introduz relação de causa. O texto original não diz que a adesão causou a não alteração; apenas afirma que a adesão não alterou a mortalidade. A conjunção "pois" inverte a lógica, criando uma explicação causal que não existe no texto. A banca tenta confundir com uma ideia de explicação, mas o sentido original é de contraste.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Ainda que não se tenha alterado em nada a mortalidade, os fumantes… aderiram…"
Mantém o contraste. A conjunção concessiva "Ainda que" (mesmo que) expressa a oposição entre a expectativa (mortalidade não se alterou) e o fato (adesão em massa). Essa é a mesma relação implícita no original: apesar da crença de que cigarros de baixo teor seriam menos nocivos, a mortalidade não mudou. Nenhuma outra alternativa preserva essa relação adversativa.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Os fumantes aderiram em massa…, o que não alterou em nada a mortalidade…"
Erro: introduz relação de consequência. O pronome relativo "o que" (que retoma a oração anterior) costuma indicar uma consequência ou resultado. No original, a adesão não foi a causa da não alteração; ambas as ideias estão justapostas em contraste. Aqui, "o que" sugere que a adesão resultou em nenhuma mudança, o que é uma interpretação causal indevida.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"O fato de… terem aderido… fez com que não se alterasse em nada a mortalidade"
Erro: introduz relação de causa. A expressão "fez com que" estabelece uma relação de causa e efeito direta: a adesão causou a não alteração. O texto original nega qualquer efeito, não afirma que o fato foi a causa da não alteração. A banca inverte a lógica.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"O fato de… terem aderido… não alterou, por isso mesmo, em nada a mortalidade"
Erro: introduz relação de causa. O conector "por isso mesmo" indica que a adesão é a razão pela qual a mortalidade não se alterou. Mais uma vez, a banca tenta substituir o contraste implícito por uma explicação causal que não está no texto.
Gabarito: letra B.