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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — FGV 2021

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
fg046386
Banca
FGV
Órgão
FAMEMA
Ano
2021
Nível
Superior
Leia o fragmento a seguir.“Quando bebemos, ficamos bêbedos. Quando ficamos bêbados, vamos dormir. Quando dormimos não cometemos pecados. Quando não cometemos pecados, vamos para o céu. Então, vamos ficar bêbados e ir para o céu.”New York Times, 13/11/2020 (tradução livre).Assinale a opção que indica o defeito básico desse raciocínio.
  1. AA conclusão não está ligada às premissas.
  2. BA ambiguidade que está presente nas premissas.
  3. CAs premissas iniciais não são verdadeiras.
  4. DA duplicidade de sentido em algumas premissas.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — As premissas iniciais não são verdadeiras.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Defeito básico do raciocínio – Premissas falsas

Gabarito: letra C. O defeito fundamental do raciocínio é que as premissas iniciais não são verdadeiras (ou não são universalmente verdadeiras), tornando o argumento logicamente válido, mas insolúvel (não sólido).

“Quando bebemos, ficamos bêbedos. Quando ficamos bêbados, vamos dormir. Quando dormimos não cometemos pecados. Quando não cometemos pecados, vamos para o céu. Então, vamos ficar bêbados e ir para o céu.”

O encadeamento lógico é correto: se A → B, B → C, C → D, D → E, então A → E. A conclusão segue-se formalmente. Contudo, a primeira premissa "Quando bebemos, ficamos bêbedos" é uma generalização falsa – nem toda ingestão de bebida alcoólica leva à embriaguez. Assim, o argumento peca por não ter premissas verdadeiras.


  1. 1Premissa 1: beber → bêbedo
  2. 2Premissa 2: bêbedo → dormir
  3. 3Premissa 3: dormir → sem pecados
  4. 4Premissa 4: sem pecados → céu
  5. 5Conclusão: beber → céu
  6. 6Defeito: premissa 1 é falsa
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A conclusão não está ligada às premissas.

Erro: contradiz o texto. A conclusão está sim ligada às premissas por uma cadeia de condicionais. O raciocínio é logicamente válido; o problema não é a ligação, mas a veracidade das premissas.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A ambiguidade que está presente nas premissas.

Erro: contradiz o texto. Não há ambiguidade. Cada termo (bêbedo, dormir, pecados, céu) é usado com sentido único e claro. A falha não é de ambiguidade, mas de falsidade.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

As premissas iniciais não são verdadeiras.

Correta. O defeito básico é a falsidade da primeira premissa. O argumento seria sólido apenas se todas as premissas fossem universalmente verdadeiras, o que não ocorre. A banca explora a diferença entre validade (estrutura) e solidez (premissas verdadeiras).

Alternativa D — ❌ Incorreta

A duplicidade de sentido em algumas premissas.

Erro: contradiz o texto. Não há duplicidade de sentido; as palavras são usadas em sentido denotativo único. A alternativa confunde "falsidade" com "ambiguidade".


Conclusão: O raciocínio é estruturalmente válido, mas a primeira premissa é falsa (nem todo beber leva à embriaguez), o que o torna não sólido. Por isso, a resposta é a letra C.

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