Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — FGV 2021
Português›Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
fg046887
Banca
FGV
Órgão
TCE-AM
Ano
2021
Nível
Superior
O escritor Victor Hugo disse certa vez: “Há pessoas que têm uma biblioteca como os eunucos têm um harém”.Essa mesma ideia sobre os livros se repete em:
A“Um livro é uma janela por onde escapamos”;
B“Enquanto houver livros, não existirá o passado”;
C“Livro raro é aquele devolvido depois de emprestado”;
D“Livros são apenas árvores repletas de rabiscos”;
E“Um livro se resume a uma lombada dourada de couro”.
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GabaritoE — “Um livro se resume a uma lombada dourada de couro”.
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Compreensão de analogia em citação
Gabarito: letra E. A frase de Victor Hugo critica quem possui livros por ostentação, sem usá-los – como eunucos que têm harém sem poder consumar a relação. A única alternativa que repete essa ideia de posse meramente decorativa é a letra E, que reduz o livro a uma “lombada dourada de couro” (aparência, não conteúdo).
Análise da analogia original
“Há pessoas que têm uma biblioteca como os eunucos têm um harém”
A comparação ironiza a posse sem função: o eunuco não pode desfrutar do harém; o bibliófilo falsário tem livros apenas como objeto de decoração ou status, sem lê-los.
Verificação das alternativas
A — ❌ Incorreta. “Um livro é uma janela por onde escapamos” fala do livro como instrumento de fuga/leitura, justamente o uso que a frase original critica a falta.
B — ❌ Incorreta. “Enquanto houver livros, não existirá o passado” aborda a preservação da história, não a posse inútil.
C — ❌ Incorreta. “Livro raro é aquele devolvido depois de emprestado” brinca com a dificuldade de devolução, sem relação com ostentação.
D — ❌ Incorreta. “Livros são apenas árvores repletas de rabiscos” é uma desvalorização do conteúdo (rabiscos), mas ainda se refere ao conteúdo, não à posse por aparência.
E — ✅ Correta. “Um livro se resume a uma lombada dourada de couro” reduz o livro a seu invólucro (a lombada, parte externa), ignorando o conteúdo intelectual – exatamente a posse vazia que Victor Hugo critica.
PEGA ESSA DICA!
Procure o núcleo da ideia – a posse sem utilidade. A alternativa E fala apenas da parte física (lombada) como se fosse o todo, anulando a finalidade do livro.