Questão de Administração Pública — Gestão de Politicas Públicas — FGV 2022
Administração Pública›Gestão de Politicas Públicas
Código
fg047062
Banca
FGV
Órgão
CGU
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Auditor Federal de Finanças e Controle - Auditoria e Fiscalização
Sobre as análises ex ante e ex post, é correto afirmar que:
Aa análise ex ante ocorre apenas durante a fase de elaboração da política pública, sendo toda análise posterior considerada ex post;
Ba análise ex ante não deve avaliar decisões que ocasionem impacto orçamentário após a implementação da política pública, devendo tais considerações ser objeto de análise ex post;
Ca avaliação de impacto da política pública deve ser objeto de análise ex post, pois é inviável projetar o impacto da política na fase ex ante;
Da análise ex ante continua sendo apropriada após a implementação da política pública e inclui a fase de monitoramento;
Ea análise ex ante pode ser empregada após o resultado de uma análise ex post determinar que a política pública teve desempenho insatisfatório e deve ser reformulada.
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GabaritoE — a análise ex ante pode ser empregada após o resultado de uma análise ex post determinar que a política pública teve desempenho insatisfatório e deve ser reformulada.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Análise ex ante e ex post
Gabarito: letra E. A análise ex ante não se restringe ao momento anterior à implementação; o "Guia prático de análise ex ante" da Casa Civil (2018) expressamente prevê que ela pode ser empregada quando uma avaliação ex post indicar desempenho insatisfatório e necessidade de reformulação da política. É exatamente o que afirma a alternativa E.
A banca explora a ideia de que a análise ex ante é sempre anterior à implementação (regra geral), mas há uma exceção: ela também é recomendada após uma avaliação ex post para reformular políticas com baixo desempenho. As alternativas incorretas tratam essa regra geral como absoluta, ignorando a exceção.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a análise ex ante ocorre "apenas durante a fase de elaboração" e que "toda análise posterior é ex post". Erro duplo: a análise ex ante pode ocorrer também na expansão ou aperfeiçoamento de políticas, e há avaliações concomitantes (monitoramento) que não são ex post. A palavra "apenas" generaliza indevidamente.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que a análise ex ante "não deve avaliar decisões que ocasionem impacto orçamentário após a implementação". Pelo contrário: a análise ex ante deve projetar custos e impactos futuros (inclusive orçamentários) para subsidiar a decisão de implementar ou não a política. Essa projeção é essencial, não deve ser postergada para a ex post.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que "é inviável projetar o impacto da política na fase ex ante". Falso: a análise ex ante justamente estima impactos (custos, benefícios, efeitos) com base em modelos e evidências. A inviabilidade não procede; o que se mede ex post são os impactos reais, mas a projeção é viável e necessária ex ante.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Sustenta que a análise ex ante "continua sendo apropriada após a implementação e inclui a fase de monitoramento". Após a implementação, as análises apropriadas são a ex post (avaliação de resultado) e o monitoramento (acompanhamento contínuo). A análise ex ante é anterior; seu uso após a implementação só se justifica no caso excepcional de reformulação (como na alternativa E), e não inclui o monitoramento, que é concomitante.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Exatamente conforme o Guia da Casa Civil: a análise ex ante pode ser empregada após o resultado de uma análise ex post que indique desempenho insatisfatório e necessidade de reformulação. Isso mostra que a análise ex ante não é exclusivamente pré-implementação, podendo ser reaplicada em ciclos de revisão de políticas.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a regra geral de que a análise ex ante ocorre antes da implementação, mas há uma exceção – quando a política já foi avaliada ex post e precisa ser reformulada. As alternativas A, B, C e D tratam a regra como absoluta ("apenas", "não deve", "inviável", "continua"), ignorando essa possibilidade excepcional. Na prova, desconfie de termos como "apenas", "sempre", "nunca" ou "inviável" – muitas vezes indicam generalizações indevidas.