Auditor Federal de Finanças e Controle - Auditoria e Fiscalização
Mário é o atual responsável por uma Unidade de Auditoria Interna Governamental (UAIG) e exerceu recentemente a função de chefe do setor de licitações e contratos da entidade à qual a UAIG está vinculada.Nesse caso, eventual trabalho de avaliação que tenha por objeto licitações ou contratos que foram geridos por Mário:
Adeverá ser supervisionado por uma unidade externa à UAIG;
Bnão poderá ser realizado pelo órgão de controle interno, mas sim pelo controle externo;
Cdeverá ser supervisionado por outro auditor interno da UAIG, que não seja Mário;
Dpoderá ser executado após decorridos vinte e quatro meses da exoneração de Mário da função de chefe do setor de licitações e contratos;
Edeverá deixar registrada, no relatório final, informação a respeito da participação do responsável pela UAIG na gestão do objeto auditado.
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GabaritoA — deverá ser supervisionado por uma unidade externa à UAIG;
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Auditoria Interna Governamental – Conflito de Interesses e Supervisão
Gabarito: letra A. Quando o responsável pela UAIG exerceu anteriormente função de chefia no setor auditado (licitações/contratos), a auditoria sobre esses atos deve ser supervisionada por unidade externa à UAIG, para garantir a objetividade e evitar conflito de interesses. É a concretização do princípio de que o auditor não pode avaliar sua própria gestão.
A banca testa o conhecimento sobre a necessidade de independência na auditoria interna governamental. O material de apoio (NBC TI 01 e normas do IIA) estabelece que o auditor interno deve preservar sua autonomia profissional e não pode desenvolver atividades que venha, posteriormente, a examinar. Na hipótese de Mário, como ex-chefe do setor, ele não poderia emitir opinião independente sobre os atos que praticou. A solução mais adequada é que sua unidade de auditoria seja supervisionada externamente.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A supervisão por unidade externa à UAIG (ex.: órgão central de controle interno, Tribunal de Contas) assegura que o trabalho seja realizado com independência, eliminando o conflito gerado pela atuação anterior de Mário. Essa é a medida recomendada pelas normas de auditoria interna (NBC TI 01: "o auditor não pode desenvolver atividades que venha, posteriormente, a examinar").
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que o trabalho "não poderá ser realizado pelo órgão de controle interno, mas sim pelo controle externo". Isso é excessivo: a auditoria interna pode realizá-lo, desde que supervisionada externamente (como diz a alternativa correta). O controle externo não é o único caminho.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Supervisionado por outro auditor interno da UAIG, que não seja Mário". Embora Mário não participe, ele é o chefe da UAIG e ainda exerce influência sobre a equipe e o resultado. A independência fica comprometida; a supervisão externa é necessária.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Poderá ser executado após decorridos vinte e quatro meses da exoneração de Mário". Não há previsão normativa de prazo mínimo (24 meses). O conflito não se dissipa automaticamente com o tempo, pois a gestão anterior continua vinculada à pessoa de Mário, que responde pela UAIG.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Deverá deixar registrada, no relatório final, informação a respeito da participação do responsável pela UAIG na gestão do objeto auditado". A mera informação no relatório não resolve o conflito de interesses. A medida correta é a supervisão externa, não apenas um registro.
NÃO CAIA NESSA!
A banca confunde "supervisão por outro auditor interno" (opção C) com a solução adequada. Lembre-se: quando o gestor da unidade auditada foi o próprio chefe da UAIG, até mesmo outros auditores internos podem sofrer influência hierárquica. A independência plena exige supervisão de fora da unidade.