Questão de Estatística — Amostragem — FGV 2022
- Código
- fg047095
- Banca
- FGV
- Órgão
- CGU
- Ano
- 2022
- Nível
- Superior
- Cargo
- Auditor Federal de Finanças e Controle - Contabilidade Pública e Finanças
- A30;
- B1.500;
- C1.535;
- D1.536;
- E1.537.
GabaritoE — 1.537.
Gabarito: letra E. O menor tamanho amostral é 1.537. Com desvio padrão populacional conhecido (σ = 5), nível de confiança de 95% (z = 1,96) e margem de erro E = 0,25, aplica-se a fórmula , que resulta em 1.536,64; como o tamanho da amostra deve ser inteiro e a margem de erro não pode ser ultrapassada, arredonda-se para cima, obtendo 1.537.
A questão trata do cálculo do tamanho amostral necessário para estimar uma média populacional com um erro máximo pré-estabelecido, quando o desvio padrão populacional é conhecido. Nesse caso, a distribuição amostral da média é normal (ou aproximadamente normal, pelo Teorema Central do Limite), e a margem de erro (ou erro máximo) é dada por:
Isolando , obtemos a fórmula direta:
O valor de para 95% de confiança é 1,96 (valor clássico da distribuição normal padrão). Substituindo os dados do enunciado:
Como o tamanho da amostra deve ser um número inteiro e a margem de erro aceita é de no máximo 0,25, devemos arredondar para cima — se usássemos 1.536, a margem de erro seria ligeiramente maior que 0,25, violando a condição. Portanto, o menor tamanho amostral que atende à exigência é 1.537.
O valor 30 é completamente fora do cálculo. Ele não corresponde a nenhum passo intermediário relevante — é um distrator que pode atrair quem confunde a fórmula do tamanho amostral com a do erro padrão ou com o valor de (1,96 ≈ 2, mas 30 não é 2). Não há base estatística para esse número.
1.500 é um valor próximo do resultado, mas ainda abaixo do necessário. Se o analista usasse n = 1.500, a margem de erro seria:
Ou seja, a margem de erro ultrapassaria 0,25, não atendendo à exigência do enunciado. É um distrator que testa se o candidato arredonda corretamente para cima.
1.535 também é um valor próximo, mas ainda insuficiente. Com n = 1.535:
A margem de erro seria ligeiramente superior a 0,25, violando a condição. O candidato que calcula 1.536,64 e arredonda para baixo (ou trunca) cai nessa alternativa.
1.536 é o valor que resulta do arredondamento para baixo de 1.536,64. No entanto, com n = 1.536:
A margem de erro seria aproximadamente 0,25, mas como o cálculo exato é 1.536,64, o arredondamento para baixo deixaria a margem de erro ligeiramente acima de 0,25. A regra é sempre arredondar para cima quando o resultado não é inteiro, para garantir que a margem de erro não seja excedida.
O cálculo correto é:
Como o tamanho da amostra deve ser inteiro e a margem de erro não pode ultrapassar 0,25, arredonda-se para cima, obtendo 1.537. Esse é o menor tamanho amostral que garante a precisão exigida.
A banca explora o arredondamento. O resultado da fórmula é 1.536,64, e muitos candidatos arredondam para baixo (1.536) ou truncam, caindo na alternativa D. A regra é clara: quando o tamanho amostral não é inteiro, deve-se arredondar sempre para cima, pois a margem de erro é um limite máximo que não pode ser ultrapassado. Com 1.536, a margem de erro seria ligeiramente maior que 0,25, violando a condição do enunciado.
Para questões de tamanho amostral, memorize a fórmula e lembre-se: o resultado quase nunca é inteiro, então arredonde sempre para cima. Além disso, decore os valores de mais cobrados: 90% → 1,645; 95% → 1,96; 99% → 2,576. Isso agiliza a resolução e evita erros de tabela.
Gabarito: letra E
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