Questão de Auditoria — Auditoria Independente (Externa) — FGV 2022
Auditoria›Auditoria Independente (Externa)
Código
fg047116
Banca
FGV
Órgão
CGU
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Auditor Federal de Finanças e Controle - Contabilidade Pública e Finanças
Uma entidade que constrói e opera ferrovias contratou a empresa X para avaliar seus bens imóveis. Já a empresa Y é especializada na publicação de informações sobre riscos do setor de infraestrutura e suas publicações foram consideradas pela entidade na elaboração das divulgações de risco.O auditor considerou de grande importância os trabalhos dessas empresas para os propósitos da auditoria e, portanto, deve:
Aconsiderar que as empresas X e Y são fontes de informações externas à entidade;
Bconsiderar que a habilidade da empresa X pode ser ameaçada em decorrência de possível familiaridade com a entidade;
Cconsiderar que a localização geográfica e a disponibilidade de tempo da empresa X para execução do contrato podem reduzir sua competência;
Dobter entendimento do trabalho da empresa X e avaliar se as premissas e os métodos usados pela empresa são geralmente aceitos na área;
Eavaliar a relevância e a confiabilidade das informações obtidas da empresa X, além da competência, habilidade e objetividade da empresa Y.
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GabaritoD — obter entendimento do trabalho da empresa X e avaliar se as premissas e os métodos usados pela empresa são geralmente aceitos na área;
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Auditoria Independente – Utilização do Trabalho de Especialistas
Gabarito: letra D. Quando o auditor considera relevante o trabalho de um especialista contratado pela entidade auditada (como a empresa X, que avaliou bens imóveis), ele deve obter entendimento do trabalho realizado e avaliar se as premissas e os métodos utilizados são geralmente aceitos na área. Essa conduta está alinhada com as normas de auditoria (NBC TA 620), que exigem que o auditor avalie a competência, capacidade e objetividade do especialista, além de entender a natureza e o escopo do trabalho.
A banca testa o conhecimento sobre a responsabilidade do auditor ao utilizar informações de especialistas externos. O auditor não pode simplesmente confiar cegamente; precisa analisar a adequação técnica dos métodos e premissas.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o auditor deve "considerar que as empresas X e Y são fontes de informações externas à entidade". Embora seja verdade que são externas, essa é uma constatação superficial e não representa a ação necessária. O auditor precisa ir além: deve entender e avaliar o trabalho realizado, não apenas classificá-lo como fonte externa.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Sugere que o auditor deve "considerar que a habilidade da empresa X pode ser ameaçada em decorrência de possível familiaridade com a entidade". A familiaridade pode, de fato, gerar ameaça à objetividade, mas a ação esperada não é apenas "considerar" essa ameaça, sim avaliar se há salvaguardas adequadas e, principalmente, entender o trabalho técnico realizado.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que o auditor deve "considerar que a localização geográfica e a disponibilidade de tempo da empresa X podem reduzir sua competência". A competência profissional não é medida por localização ou tempo; esses fatores podem afetar a execução, mas não reduzem automaticamente a competência. A abordagem correta é avaliar a formação, experiência e reputação do especialista.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Determina que o auditor deve "obter entendimento do trabalho da empresa X e avaliar se as premissas e os métodos usados pela empresa são geralmente aceitos na área". Isso reflete exatamente o procedimento exigido pelas normas de auditoria (NBC TA 620). O auditor precisa compreender o escopo, as técnicas e a fundamentação do especialista para formar convicção sobre a qualidade e confiabilidade do trabalho.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Propõe avaliar "a relevância e a confiabilidade das informações obtidas da empresa X, além da competência, habilidade e objetividade da empresa Y". Há dois problemas: (1) a ação principal deveria ser sobre o trabalho da empresa X, que é o especialista contratado; a empresa Y é fonte de informações de mercado, mas o auditor não precisa avaliar sua competência e objetividade com o mesmo rigor – o foco é a empresa X. (2) Faltou o entendimento do trabalho da empresa X, que é o cerne da atividade.
PEGA ESSA DICA!
Ao se deparar com questões sobre utilização de trabalho de especialistas (avaliadores, atuários, engenheiros, etc.), lembre-se do tripé: (1) obter entendimento do trabalho, (2) avaliar a competência/objetividade do especialista, (3) verificar a adequação dos métodos e premissas. A banca frequentemente cobra o passo de "entendimento" e "avaliação de métodos", como na alternativa D.