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Questão de Auditoria — Auditoria Independente (Externa) — FGV 2022

AuditoriaAuditoria Independente (Externa)
Código
fg047117
Banca
FGV
Órgão
CGU
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Auditor Federal de Finanças e Controle - Contabilidade Pública e Finanças
Numa auditoria de demonstrações contábeis, foi determinado que o risco de auditoria seria muito baixo. O auditor independente avaliou os riscos de distorção relevante para, em seguida, estabelecer o nível de risco de detecção aceitável.O auditor deve ter em mente que:
  1. Acontroles internos eficazes contribuem para elevar o risco de controle;
  2. Bcontroles internos eficazes podem eliminar o risco de controle;
  3. Cquanto maiores forem os riscos de distorção relevante, menor será o risco de detecção;
  4. Dos riscos de distorção relevante no nível da afirmação têm dois componentes: o risco inerente e o risco de auditoria;
  5. Eprocedimentos de auditoria bem desenhados e adequadamente aplicados contribuem para redução do risco inerente.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — quanto maiores forem os riscos de distorção relevante, menor será o risco de detecção;

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Risco de Auditoria: Relação entre Risco de Distorção Relevante e Risco de Detecção

Gabarito: Letra C. A alternativa está correta porque, mantido constante o risco de auditoria, há uma relação inversa entre os riscos de distorção relevante e o risco de detecção: quanto maiores os riscos avaliados de distorção relevante, menor o nível aceitável de risco de detecção, exigindo evidências de auditoria mais persuasivas (NBC TA 200, item A49).

A questão aborda a interação entre os componentes do risco de auditoria. O risco de auditoria é a função dos riscos de distorção relevante (inerente + controle) e do risco de detecção. A banca testa o conhecimento de que o auditor controla o risco de detecção ajustando a natureza, época e extensão dos procedimentos, mas não elimina os riscos da entidade.

Risco de auditoria
  • 1Risco de distorção relevante (RDR)
    • Risco inerente (RI)
    • Risco de controle (RC)
      • Controles eficazes → [-] reduzem RC
      • Controles nunca eliminam RC
  • 2Risco de detecção (RD)
    • Controlado pelo auditor
    • Natureza, época e extensão
  • 3Relação inversa
    • Quanto maior RDR → menor RD
    • Quanto menor RDR → maior RD
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: Afirma que controles internos eficazes elevam o risco de controle. Na verdade, controles internos eficazes reduzem o risco de controle, pois diminuem a probabilidade de que ocorram distorções relevantes não prevenidas ou detectadas. O risco de controle é maior quando os controles são fracos ou inexistentes.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: Diz que controles internos eficazes podem eliminar o risco de controle. O risco de controle nunca é eliminado; sempre existe alguma possibilidade de que os controles não sejam eficazes, devido a limitações inerentes como erro humano, conluio ou burla. A NBC TA 315 afirma que o risco de controle é sempre presente, e o auditor deve avaliá-lo, não presumir sua eliminação.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Fundamento: A relação inversa entre riscos de distorção relevante (RDR) e risco de detecção (RD) é um princípio fundamental da auditoria. Quanto maior a percepção do auditor sobre os riscos de distorção relevante (inerente e controle), menor deve ser o risco de detecção aceito para que o risco de auditoria se mantenha em nível baixo. Isso implica procedimentos mais extensos e evidências mais robustas. A NBC TA 200 estabelece essa relação.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: Afirma que os riscos de distorção relevante no nível da afirmação têm dois componentes: risco inerente e risco de auditoria. O correto é que os componentes são risco inerente e risco de controle. O risco de auditoria é o resultado da combinação dos riscos de distorção relevante com o risco de detecção, não um componente do risco de distorção relevante.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: Diz que procedimentos de auditoria bem desenhados reduzem o risco inerente. O risco inerente é um risco da entidade, independente da auditoria; ele existe antes da consideração dos controles. Procedimentos de auditoria não alteram o risco inerente, apenas podem detectar distorções. O que se reduz com bons procedimentos é o risco de detecção.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora confusões comuns entre os componentes do risco. Por exemplo, trocar “risco de controle” por seu oposto (alternativa A), afirmar eliminação total (B), ou misturar risco de auditoria como componente do risco de distorção (D). Memorize o modelo: Risco de Auditoria = Risco Inerente × Risco de Controle × Risco de Detecção. Os dois primeiros formam o Risco de Distorção Relevante; o terceiro é controlado pelo auditor.

Gabarito: Letra C.

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