Questão de Auditoria — Processo de Auditoria — FGV 2022
Auditoria›Processo de Auditoria
Código
fg047122
Banca
FGV
Órgão
CGU
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Auditor Federal de Finanças e Controle - Contabilidade Pública e Finanças
Durante o planejamento de uma auditoria, a equipe identifica que o gestor concluiu, recentemente, o mapeamento de seus processos de trabalho. Alguns desses processos fazem parte do objeto da auditoria e devem ser avaliados pela equipe quanto a sua eficácia e eficiência.A equipe de auditoria deve:
Aconsiderar que os processos são eficazes e eficientes, tendo em conta que já foram devidamente mapeados pelo gestor responsável;
Bverificar se os mapas de processos foram validados pela autoridade competente e, nesse caso, aceitar que os mapas refletem a realidade;
Celaborar e utilizar seus próprios mapas de processos, isentos de interferência do gestor;
Dpropor ao supervisor a alteração do escopo da auditoria, tendo em conta que os processos já estão mapeados;
Etestar os fluxos e verificar se os mapas correspondem à realidade e se atendem às necessidades do trabalho de avaliação.
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GabaritoE — testar os fluxos e verificar se os mapas correspondem à realidade e se atendem às necessidades do trabalho de avaliação.
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Planejamento de Auditoria: Utilização de Mapas de Processos do Gestor
Gabarito: letra E. A equipe de auditoria não pode aceitar passivamente os mapas elaborados pelo gestor; deve testá-los para verificar se correspondem à realidade e se são adequados ao trabalho de avaliação. Esse procedimento está alinhado com as normas de auditoria, que exigem a obtenção de evidências apropriadas e suficientes (NBC TA 300, Planejamento da Auditoria; Manual de Auditoria Operacional do TCU).
A banca testa o princípio de que o auditor deve manter ceticismo profissional e não confiar cegamente em informações fornecidas pela administração. O mapeamento de processos feito pelo gestor é um ponto de partida, mas cabe à equipe de auditoria confirmar sua precisão e utilidade.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Considerar os processos como eficazes e eficientes apenas porque foram mapeados pelo gestor viola o {{ceticismo profissional}}. O mapeamento não garante qualidade; é necessário {{testar}} a eficácia e eficiência por meio de evidências.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Aceitar os mapas validados pela autoridade competente ainda é insuficiente. A validação administrativa não substitui a {{verificação independente}} pela auditoria, que deve confrontar os mapas com a realidade dos processos.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Elaborar mapas próprios sem considerar o trabalho já feito pelo gestor é ineficiente. A equipe pode e deve aproveitar o mapeamento existente como insumo, desde que o {{teste}} e a validação sejam realizados. A isenção total não é necessária; o que importa é a confirmação independente.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A existência de processos mapeados não justifica a alteração do escopo da auditoria. O escopo é definido com base nos objetivos e riscos; ter mapas prontos é uma {{oportunidade de eficiência}}, não motivo para reduzir o trabalho.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A equipe deve {{testar os fluxos}} e {{verificar se os mapas correspondem à realidade}} e atendem às necessidades. Esse procedimento é essencial para obter evidências confiáveis sobre a efetividade dos processos, conforme as normas de auditoria (NBC TA 300 – Planejamento; conceito de evidência apropriada e suficiente).
PEGA ESSA DICA!
Em questões de auditoria, desconfie sempre de alternativas que sugerem aceitar passivamente informações da administração. O auditor deve {{testar}}, {{confirmar}} e {{obter evidências}} independentes. O mapeamento do gestor é um ponto de partida, não o destino.