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Questão de Direito Constitucional — Conselho Nacional de Justiça — FGV 2022

Direito ConstitucionalConselho Nacional de Justiça
Código
fg049013
Banca
FGV
Órgão
PC-AM
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Delegado de Polícia - Edital nº 01
Maria, Juíza de Direito, sofreu sanção disciplinar no âmbito do Tribunal de Justiça do Estado Alfa. Irresignada, requereu que o Conselho Nacional de Justiça anulasse o processo administrativo, em razão da presença de alegados vícios formais. O requerimento foi indeferido sob o argumento de que não foram detectados quaisquer vícios no processo disciplinar.À luz dessa narrativa, caso Maria decida ingressar com ação judicial para anular a condenação, é correto afirmar que
  1. Ao foro competente será o Supremo Tribunal Federal
  2. Bisto será feito perante o órgão competente da Justiça do Estado Alfa.
  3. Cisto dependerá de prévia autorização do próprio Conselho Nacional de Justiça.
  4. Disto será feito perante o Tribunal Regional Federal da região em que está inserido o Estado Alfa.
  5. Eisto não será possível, já que as decisões do Conselho Nacional de Justiça não podem ser revistas.
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GabaritoB — isto será feito perante o órgão competente da Justiça do Estado Alfa.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Competência para revisão judicial de sanção disciplinar aplicada por Tribunal de Justiça

Gabarito: letra B. A sanção disciplinar foi aplicada pelo Tribunal de Justiça do Estado Alfa, e o CNJ apenas a confirmou. A ação judicial para anular a condenação deve ser proposta perante o próprio Poder Judiciário estadual, que é o órgão competente para rever seus atos administrativos (no caso, o Tribunal de Justiça do Estado Alfa). As decisões do CNJ são judicialmente impugnáveis perante o STF (art. 102, I, "r", CF), mas aqui o pedido é de anulação da condenação imposta pelo tribunal estadual, e não do ato do CNJ.

A banca testa a capacidade de distinguir o ato sancionador original (do tribunal estadual) do ato revisional do CNJ. O erro comum é achar que, por ter passado pelo CNJ, a competência migra para o STF.

Alternativa A — ❌ Incorreta

O STF seria competente se a ação visasse anular diretamente a decisão do CNJ (art. 102, I, "r", CF). Contudo, Maria pretende anular a condenação aplicada pelo Tribunal de Justiça. A decisão do CNJ, ao indeferir o pedido, não substitui o ato sancionador original. Logo, a competência não é do STF.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A condenação disciplinar foi imposta pelo Tribunal de Justiça do Estado Alfa. A ação anulatória deve ser proposta perante o próprio Poder Judiciário estadual, ou seja, o órgão competente da Justiça do Estado Alfa (normalmente o próprio Tribunal de Justiça, em sua competência revisora de atos administrativos). Isso porque o ato a ser desconstituído é de origem estadual.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Não há necessidade de autorização prévia do CNJ para ingressar em juízo. O acesso ao Judiciário é direito constitucional (art. 5º, XXXV, CF) e independe de autorização administrativa.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O Tribunal Regional Federal (TRF) é órgão da Justiça Federal. A magistrada é juíza estadual, e a sanção foi aplicada por tribunal estadual. A competência é da Justiça Estadual, não da Federal. O TRF não tem jurisdição sobre atos de tribunais estaduais nessa matéria.

Alternativa E — ❌ Incorreta

As decisões do CNJ são atos administrativos sujeitos a controle judicial, especialmente pelo STF (art. 102, I, "r", CF). Mas, repita-se, a ação aqui não é contra o CNJ, e sim contra a condenação imposta pelo tribunal estadual, que é plenamente revisível pelo Judiciário estadual.

Gabarito: letra B.

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