"Essa dependência do conhecimento acumulado do indígena sobre o espaço e a natureza da região tropical tornaria fecundo o processo de conquista do território amazônico para a constituição do que definimos como estrutura de produção extrativista, que levaria em conta, além da força física para o trabalho braçal, o conhecimento dos povos nativos sobre os ciclos naturais da floresta.”(VENTURA NETO, Raul da Silva. Notas sobre a formação socioespacial da Amazônia. Nova Economia.2020. Adaptado)O texto refere-se
Aà autonomia da economia amazônica, no século XVI.
Bà extração das drogas do sertão, nos séculos XVII e XVIII.
Cà expansão da economia da borracha., no século XIX.
Dà valorização do devassamento capitalista, no século XX.
Eà instalação das economias de enclave, no século XXI.
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GabaritoB — à extração das drogas do sertão, nos séculos XVII e XVIII.
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Ocupação extrativista da Amazônia colonial
Gabarito: letra B. O texto descreve a dependência do conhecimento indígena para a exploração extrativista na Amazônia, característica do período das “drogas do sertão” (séculos XVII e XVIII), quando a economia da região se baseava na coleta de especiarias, ervas e outros produtos florestais com uso intensivo do saber nativo sobre os ciclos naturais. A banca testa a capacidade de associar cada fase histórica da Amazônia ao seu perfil produtivo.
Séc. XVIOcupação incipiente
Séc. XVII-XVIIIDrogas do sertão
Séc. XIXBorracha
Séc. XXDevassamento capitalista
Séc. XXIEconomias de enclave
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Alternativa A — ❌ Incorreta
No século XVI a ocupação portuguesa na Amazônia era incipiente e não havia uma economia extrativista consolidada com base no conhecimento indígena; a coleta das drogas do sertão só se intensificou a partir do XVII. A alternativa confunde o início da colonização com o período posterior de exploração sistemática.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O texto menciona “conhecimento acumulado do indígena”, “ciclos naturais da floresta” e “estrutura de produção extrativista” – exatamente o quadro histórico da extração das drogas do sertão nos séculos XVII e XVIII, quando os portugueses utilizavam o saber dos nativos para localizar e coletar produtos como cravo, canela, salsaparrilha, etc., combinando trabalho braçal e conhecimento ecológico.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A economia da borracha (século XIX) também foi extrativista, mas o texto enfatiza a “conquista do território” e a dependência do conhecimento indígena de forma mais primitiva – na borracha o conhecimento indígena já não era tão central, e a mão de obra incluía nordestinos migrantes. O período das drogas do sertão é anterior e mais alinhado à descrição.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O “devassamento capitalista” do século XX remete à ocupação promovida por grandes projetos (mineração, agropecuária), com pouca ou nenhuma valorização do saber indígena; o texto fala de uma fase anterior, pré-capitalista, de exploração baseada na coleta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
No século XXI, as economias de enclave (mineração, energia, agronegócio) não se baseiam no conhecimento tradicional indígena, mas em tecnologia e capital externo. O texto refere-se a um processo histórico de conquista colonial, não contemporâneo.