Questão de Biologia — Evolução biológica — FGV 2022
Biologia›Evolução biológica
Código
fg049187
Banca
FGV
Órgão
PC-AM
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Perito Criminal - 4ª Classe - Biologia
O boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis) é um tipo de golfinho encontrado nos rios amazônicos do Brasil, da Bolívia, da Venezuela, da Colômbia, do Equador e do Peru. Já o pirarucu (Arapaima gigas), um dos maiores peixes de água doce do planeta, é encontrado na bacia Amazônica, mais especificamente nas áreas de várzea.Apesar de pertencerem a classes diferentes, o boto-cor-de-rosa e o pirarucu possuem nadadeiras que facilitam o deslocamento na água. As nadadeiras de ambos são estruturas
Aheterólogas, sendo um caso de evolução divergente.
Bhomólogas, sendo um caso de evolução convergente.
Canálogas, sendo um caso de evolução divergente.
Dhomólogas, sendo um caso de evolução divergente.
Eanálogas, sendo um caso de evolução convergente.
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GabaritoE — análogas, sendo um caso de evolução convergente.
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Estruturas homólogas e análogas: evolução convergente e divergente
Gabarito: letra E. As nadadeiras do boto-cor-de-rosa (mamífero) e do pirarucu (peixe) são estruturas análogas, pois têm a mesma função (locomoção aquática) mas origens embrionárias diferentes, sendo um caso de evolução convergente — organismos não aparentados que desenvolvem características semelhantes por pressões ambientais parecidas.
O conceito central aqui é a distinção entre homologia e analogia, que são evidências evolutivas importantes. Estruturas homólogas compartilham a mesma origem embrionária e evolutiva, mesmo que tenham funções diferentes (ex.: asa de morcego e braço humano). Já estruturas análogas têm a mesma função, mas origens embrionárias e evolutivas distintas (ex.: asa de inseto e asa de ave). A evolução convergente ocorre quando espécies não relacionadas evoluem características semelhantes por viverem em ambientes parecidos, enquanto a evolução divergente ocorre quando espécies relacionadas acumulam diferenças ao longo do tempo, resultando em estruturas homólogas com funções distintas.
No caso do boto e do pirarucu, ambos vivem em ambiente aquático e precisam se deslocar na água. As nadadeiras são adaptações ao mesmo ambiente, mas os dois animais pertencem a classes diferentes (Mammalia e Actinopterygii), com ancestrais distintos. Portanto, as nadadeiras são análogas — resultado de evolução convergente, não de ancestralidade comum.
Mesma origem
Origem diferente
Função diferente
Analogia (evolução convergente)
Homologia (evolução divergente)
Mesma função
Homologia (evolução divergente)
Analogia (evolução convergente)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que as nadadeiras são heterólogas, termo que não é usado nesse contexto (o correto é análogas ou homólogas), e que seria um caso de evolução divergente. A evolução divergente está associada a estruturas homólogas, não análogas.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que as nadadeiras são homólogas, o que é falso, pois não compartilham a mesma origem embrionária. E ainda as classifica como evolução convergente, o que seria correto para estruturas análogas, mas não para homólogas.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Acerta ao dizer que são análogas, mas erra ao classificá-las como evolução divergente. Estruturas análogas são resultado de evolução convergente, não divergente.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erra ao afirmar que são homólogas e que representam evolução divergente. Embora a evolução divergente esteja associada a estruturas homólogas, as nadadeiras do boto e do pirarucu não são homólogas.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
As nadadeiras são análogas (mesma função, origens diferentes) e o fenômeno é de evolução convergente (espécies não aparentadas desenvolvem características semelhantes por pressões ambientais similares). É exatamente o que ocorre entre o boto (mamífero) e o pirarucu (peixe).
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão clássica entre homologia e analogia. Muitos candidatos veem "nadadeiras" e pensam em homologia, mas o critério decisivo é a origem embrionária: se a origem é a mesma, é homóloga; se é diferente, é análoga. Aqui, a origem é diferente, então é analogia — e analogia sempre indica evolução convergente. Fique atento: a função semelhante não garante homologia!
PEGA ESSA DICA!
Para acertar esse tipo de questão, pergunte-se: "as estruturas têm a mesma origem evolutiva?" Se sim, são homólogas (evolução divergente). Se não, são análogas (evolução convergente). Memorize exemplos clássicos: asa de morcego (homóloga ao braço humano) vs. asa de inseto (análoga à asa de ave).