Questão de Biologia — Hereditariedade e diversidade da vida — FGV 2022
Biologia›Hereditariedade e diversidade da vida
Código
fg049192
Banca
FGV
Órgão
PC-AM
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Perito Criminal - 4ª Classe - Biologia
Os marcadores STRs (short tandem repeats) são amplamente usados em análises periciais. Em um processo para investigação de paternidade, uma mulher (autora do processo) alega ser filha de um homem já falecido. Durante a investigação, foram analisadas amostras de DNA da autora, da viúva e de dois supostos irmãos unilaterais.A figura a seguir mostra o resultado obtido para quatro loci (D8S1179, D21S11, D7S820 e CSF1PO) dos perfis genéticos dos envolvidosO(s) locus(loci) decisivo(s) para a resolução do caso foi(foram)
AD7S820, porque confirmou a paternidade.
BD8S1179 e CSF1PO, porque confirmaram a paternidade.
CD7S820 e CSF1PO, porque confirmaram a paternidade.
DD21S11, porque excluiu a paternidade.
ECSF1PO, porque excluiu a paternidade.
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GabaritoD — D21S11, porque excluiu a paternidade.
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Genética Forense: Análise de Paternidade via STRs
Gabarito: letra D. O locus D21S11 é o decisivo para a resolução do caso, pois exclui a paternidade do homem falecido ao demonstrar que a autora possui um alelo (33.2) que não poderia ter sido herdado de nenhum dos supostos irmãos (filhos do falecido com a viúva), indicando uma incompatibilidade genética com a linhagem paterna alegada.
Na investigação de paternidade, o princípio fundamental é que cada filho deve herdar um alelo de cada locus de seu pai biológico. Quando analisamos marcadores STR (Short Tandem Repeats), comparamos os alelos presentes na autora com os alelos presentes nos parentes do suposto pai. Se a autora possui um alelo que não está presente no suposto pai (ou em seus descendentes diretos, caso o pai seja falecido), ocorre a exclusão da paternidade.
No locus D21S11, a autora apresenta os alelos 12 e 33.2. A viúva e os dois supostos irmãos (filhos do falecido) apresentam alelos como 29, 31.2, 31 e 28. Nenhum dos perfis dos parentes do falecido contém o alelo 33.2. Como esse alelo não poderia ter vindo da mãe (autora) e não está presente na linhagem do suposto pai, a paternidade é excluída. Os outros loci (D8S1179, D7S820 e CSF1PO) não apresentam essa incompatibilidade absoluta, sendo o D21S11 o ponto de exclusão técnica.
Alternativa A — ❌ Incorreta
O locus D7S820 não confirma a paternidade; na verdade, a análise de STRs em casos de exclusão busca justamente identificar a ausência de alelos compatíveis, e não a confirmação por semelhança simples.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Os loci D8S1179 e CSF1PO não confirmam a paternidade. A análise forense de paternidade é um teste de exclusão: se houver incompatibilidade em um único locus, a paternidade é descartada.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Novamente, a alternativa sugere uma confirmação que não ocorre. O caso trata de uma exclusão baseada na incompatibilidade genética observada no perfil dos envolvidos.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O locus D21S11 é o único que apresenta uma incompatibilidade clara, onde a autora possui um alelo (33.2) ausente na linhagem do suposto pai, excluindo a paternidade de forma definitiva.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Embora o locus CSF1PO seja um marcador utilizado, ele não é o responsável pela exclusão neste caso específico; o erro está em apontar o locus incorreto para a conclusão pericial.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre "confirmar" e "excluir". Em testes de DNA, a ausência de compatibilidade em um único locus é suficiente para a exclusão. O candidato desatento tenta buscar semelhanças em todos os loci, ignorando que a presença de um alelo incompatível (como o 33.2 no D21S11) encerra a investigação.