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Questão de Economia — Setor Público — FGV 2022

EconomiaSetor Público
Código
fg049256
Banca
FGV
Órgão
PC-AM
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Perito Criminal - 4ª Classe - Economia
A existência de externalidades justifica a intervenção do Estado nas seguintes situações, à exceção de uma. Assinale-a.
  1. Aregulação de monopólios naturais, como forma de evitar cobrança abusiva de preços aos consumidores.
  2. Bprovisão de educação pública que gera benefícios para toda sociedade.
  3. Cimposição de multas para desestimular a poluição de fábricas.
  4. Dconcessão de subsídios ao setor privado para estimular a provisão de energia no setor rural gerando benefícios sociais.
  5. Eaplicação de multas de trânsito por excesso de velocidade, como forma de reduzir o número de acidentes.
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GabaritoA — regulação de monopólios naturais, como forma de evitar cobrança abusiva de preços aos consumidores.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Externalidades e Intervenção Estatal

Gabarito: letra A. A regulação de monopólios naturais visa corrigir falhas de poder de mercado (monopólio), não externalidades. As demais alternativas são exemplos clássicos de externalidades positivas ou negativas que justificam a ação estatal.

A questão cobra a diferença entre duas falhas de mercado: externalidades e poder de monopólio. Externalidades ocorrem quando a ação de um agente afeta o bem-estar de terceiros sem que haja compensação pelo mercado. Já o monopólio natural gera ineficiência por preço acima do custo marginal, demandando regulação de preços ou antitruste.

Falhas de mercado
  • 1Externalidades
    • Negativa (ex.: poluição, acidentes)
      • Multa (imposto pigouviano)
    • Positiva (ex.: educação, energia rural)
      • Subsídio / provisão pública
  • 2Poder de monopólio
    • Monopólio natural
      • Regulação de preços / antitruste
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A regulação de monopólios naturais (como tarifas de energia elétrica) é uma resposta ao poder de monopólio, não a externalidades. A presença de custos fixos elevados e economia de escala leva à formação de monopólio natural, e o Estado regula para evitar preços abusivos. Isso não se enquadra em externalidade, pois o dano não é gerado por uma ação que afeta terceiros de forma não precificada, mas sim pela estrutura de mercado.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Provisão de educação pública gera externalidade positiva: a educação beneficia não apenas o aluno, mas toda a sociedade (redução de criminalidade, maior produtividade, etc.). O Estado intervém para garantir a oferta em nível socialmente ótimo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Multas por poluição são instrumentos para internalizar externalidades negativas. A poluição de fábricas impõe custos à sociedade (saúde, meio ambiente) que não são refletidos nos preços de mercado. A multa (imposto pigouviano) corrige essa falha.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Subsídios para energia renovável em áreas rurais geram externalidades positivas: benefícios ambientais e sociais que o setor privado não captaria totalmente. O subsídio estimula a provisão além do nível de mercado.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Multas de trânsito por excesso de velocidade desestimulam comportamento que gera externalidade negativa: acidentes afetam terceiros (custos hospitalares, congestionamento, seguros). A multa internaliza esse custo social.

PEGA ESSA DICA!

Para classificar cada intervenção, pergunte: "Isso corrige um dano causado a terceiros sem compensação?" Se sim, é externalidade. Se a falha é poder de mercado, informação assimétrica ou bem público, não é externalidade.

Gabarito: letra A.

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