Considerando que a inflação seja nula, se o governo apresentar déficit então
Aa sua poupança deve ser negativa.
Ba sua poupança supera o seu nível de investimento.
Ca soma dos juros da dívida e dos investimentos deve ser maior do que a arrecadação.
Da diferença entre seu investimento e sua receita tributária, adicionado de seu consumo e juros da dívida, deve ser positiva.
Ea soma do seu consumo e investimento deve ser maior do que a receita com impostos.
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GabaritoD — a diferença entre seu investimento e sua receita tributária, adicionado de seu consumo e juros da dívida, deve ser positiva.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Déficit público e identidade macroeconômica
Gabarito: letra D. A definição de déficit público é o excesso das despesas totais (consumo do governo, investimento público e pagamento de juros) sobre a arrecadação tributária. Com inflação nula, essa relação se mantém: déficit significa que (investimento – receita tributária) + consumo + juros > 0, exatamente o que a alternativa D afirma.
O conceito de déficit público está ligado à identidade da poupança do governo e do investimento. Na contabilidade nacional, a poupança do governo (SG) é a diferença entre receitas correntes e despesas correntes (incluindo juros como transferência). Já o investimento público (Ig) é gasto de capital. O déficit nominal é dado por: Déficit = G + Ig + j – T, onde G = consumo do governo, j = juros. A partir dessa identidade, podemos avaliar cada alternativa.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a poupança do governo deve ser negativa. Porém, é possível que o governo tenha poupança positiva e ainda assim apresente déficit, se o investimento público superar a poupança. Por exemplo, SG = 10, Ig = 15, juros = 0 → déficit = 5, e a poupança é positiva. Logo, a condição não é necessária.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que a poupança supera o investimento. Se há déficit, ocorre o oposto: o investimento supera a poupança (já que déficit = Ig – SG, no caso sem juros, ou com juros, déficit = Ig – SG + algo). Portanto, está errada.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que a soma dos juros e do investimento deve ser maior que a arrecadação. Isso é condição suficiente, mas não necessária, pois o déficit pode ocorrer mesmo que juros+investimento sejam menores que a arrecadação, desde que o consumo do governo seja grande o suficiente. Por exemplo, T=100, j=10, Ig=20, G=80 → juros+Ig=30 < 100, mas há déficit de 10. Portanto, a assertiva é incompleta.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Literalmente, a alternativa descreve a diferença entre investimento e receita tributária, adicionada de consumo e juros, como positiva. Isso é exatamente a definição de déficit: despesas totais (G + Ig + j) menos receita tributária (T) > 0. A redação "diferença entre seu investimento e sua receita tributária, adicionado de seu consumo e juros" resulta em (Ig – T) + G + j = G + Ig + j – T, que é o déficit. Portanto, correta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Apenas soma consumo e investimento, ignorando os juros. Pode haver déficit mesmo que consumo+investimento seja menor que a receita, se os juros forem altos. Exemplo: T=100, G=40, Ig=30, j=35 → G+Ig=70 < 100, mas com juros total=105 > 100, há déficit. Logo, está errada.
NÃO CAIA NESSA!
A alternativa A é a mais traiçoeira: muitos candidatos associam déficit automaticamente a poupança negativa, mas esquecem que o investimento do governo pode gerar déficit mesmo com poupança positiva. A banca explora essa confusão. Lembre-se: poupança do governo é fluxo de receitas correntes menos despesas correntes; o investimento é gasto de capital e não entra na poupança.