Questão de Veterinária — Higiene e Inspeção de Produtos de Origem Animal (HIPOA) — FGV 2022
Veterinária›Higiene e Inspeção de Produtos de Origem Animal (HIPOA)
Código
fg049494
Banca
FGV
Órgão
PC-AM
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Perito Criminal - 4ª Classe - Veterinária
A respeito da inspeção post mortem de pescado é correto afirmar que
Asob o ponto de vista industrial e sanitário, pescado proveniente da fonte produtora pode ser destinado a venda direta ao consumidor sem que haja prévia fiscalização.
Bnão podem ser destinados ao consumo cru sem que sejam submetidos previamente ao congelamento à temperatura de -20° C por quinze horas ou a -35° C durante sete horas, os produtos da pesca e da aquicultura infectados com endoparasitas transmissíveis ao homem.
Cé opcional a lavagem prévia do pescado utilizado como matéria-prima para consumo humano direto ou para a industrialização de forma a promover a limpeza, a remoção de sujidades e microbiota superficial.
Dos produtos poderão ser destinados ao consumo cru somente após serem submetidos ao congelamento à temperatura de -20ºC por sete dias ou a -35ºC durante quinze horas, nos casos em que o pescado tiver infestação por endoparasitas da família Anisakidae.
Ecom uso de tabela de classificação e pontuação com embasamento técnico-científico, nos termos do disposto em normas complementares ou, na sua ausência, em recomendações nacionais, os pescados devem ser avaliados quanto às características sensoriais por pessoal capacitado pelo MAPA.
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GabaritoD — os produtos poderão ser destinados ao consumo cru somente após serem submetidos ao congelamento à temperatura de -20ºC por sete dias ou a -35ºC durante quinze horas, nos casos em que o pescado tiver infestação por endoparasitas da família Anisakidae.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Inspeção post mortem de pescado
Gabarito: letra D. A alternativa D descreve corretamente os parâmetros de congelamento exigidos para consumo cru de pescado com infestação por endoparasitas da família Anisakidae: –20°C por sete dias ou –35°C por quinze horas. Esse é o tratamento térmico mínimo para inativar larvas de Anisakis, conforme normas do MAPA e regulamentos internacionais (Codex Alimentarius, FDA).
A questão cobra conhecimento sobre as condições sanitárias para consumo de pescado cru, especialmente o risco de anisaquíase. A banca explora a troca dos tempos e temperaturas entre as alternativas B e D.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o pescado da fonte produtora pode ser vendido diretamente ao consumidor sem fiscalização prévia. Isso é falso: todo pescado destinado ao consumo deve passar por inspeção sanitária oficial, seja federal (SIF), estadual (SIE) ou municipal (SIM). A alínea 'f' do art. 5º da Lei 5.517/1968 (competência do médico-veterinário) inclui a inspeção de pescado. Além disso, o RIISPOA (Decreto 9.013/2017) exige inspeção ante e post mortem. A alternativa contraria o princípio da obrigatoriedade da fiscalização.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Inverte os parâmetros de congelamento para parasitas transmissíveis ao homem (endoparasitas em geral). A redação cita –20°C por quinze horas e –35°C por sete horas, que não correspondem aos padrões técnicos. O correto para inativação de Anisakidae é –20°C por sete dias (168 horas) ou –35°C por quinze horas, conforme estabelecido em diversos regulamentos internacionais (Codex Alimentarius, FDA, EFSA). A alternativa troca as durações: as quinze horas são para –35°C, não para –20°C, e o período de sete horas não existe para nenhum dos tratamentos.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Diz que a lavagem prévia do pescado é opcional. Na verdade, a lavagem é obrigatória para remoção de sujidades, sangue e microbiota superficial, sendo etapa essencial do processamento. O RIISPOA e as boas práticas de fabricação (BPF) determinam a higienização do pescado antes do consumo ou industrialização. A lavagem é compulsória, não facultativa.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Apresenta exatamente os parâmetros de congelamento exigidos para consumo cru de pescado com infestação por endoparasitas da família Anisakidae: –20ºC por sete dias ou –35ºC durante quinze horas. Esses tempos e temperaturas são os thresholds reconhecidos para eliminar o risco de anisaquíase. A alternativa ainda restringe corretamente a exigência aos casos de infestação, ou seja, quando há risco identificado de parasitas.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca os tempos entre as alternativas B e D. Na B, os valores são de –20°C/15h e –35°C/7h (incorretos); na D, –20°C/7 dias e –35°C/15h (corretos). Muitos candidatos confundem e marcam a B por ter números mais familiares (15h e 7h), mas o correto é associar o período longo (–20°C/7dias) ao tratamento de congelamento lento, e o curto (–35°C/15h) ao congelamento rápido. Lembre-se: quanto menor a temperatura, menor o tempo necessário.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Embora a avaliação sensorial seja parte da inspeção e possa usar tabelas de classificação (como o Sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle – APPCC), a afirmação de que a avaliação deve ser feita por pessoal capacitado pelo MAPA é imprecisa. A capacitação pode ser realizada por órgãos oficiais, mas também por instituições de ensino, empresas privadas ou entidades de classe. A norma exige pessoal capacitado, sem especificar que a capacitação seja exclusivamente do MAPA. Além disso, a inspeção post mortem de pescado inclui exame visual e sensorial, mas a alternativa generaliza de forma incorreta ao vincular exclusivamente ao MAPA.