Questão de Medicina Legal — Genética forense — FGV 2022
- Código
- fg049558
- Banca
- FGV
- Órgão
- PC-AM
- Ano
- 2022
- Nível
- Superior
- Cargo
- Perito Odontolegista - 4ª Classe
- AIII e IV, apenas.
- BI, II e IV, apenas.
- CI, II e III, apenas.
- DII e III, apenas.
- EI, apenas.
GabaritoC — I, II e III, apenas.
Gabarito: letra C. Os itens I, II e III descrevem corretamente os passos fundamentais para a preparação de dentes visando à extração de DNA após 6 horas do fato: remoção e preservação de tecidos moles, limpeza da superfície dentária e acesso à câmara pulpar. O item IV está incorreto porque o esmalte dentário, altamente mineralizado, não é fonte adequada de DNA, ao contrário da polpa e dentina.
A questão aborda o protocolo de coleta de amostras biológicas de dentes para identificação genética. O DNA em dentes é extraído principalmente da polpa dentária e da dentina, que são tecidos ricos em material genético. O esmalte, por ser acelular e praticamente isento de DNA, não deve ser triturado para esse fim.
Item | Descrição do Procedimento | Correto? | Justificativa |
|---|---|---|---|
I | Remover sangue e tecidos moles da superfície externa do dente, reservar em tubo estéril e manter em freezer a -20°C. | ✅ Sim | Evita contaminação e degradação; armazenamento padronizado em genética forense. |
II | Remover placa e cálculo com cureta e lavar com água deionizada estéril. | ✅ Sim | Elimina impurezas que interferem na extração; procedimento comum em odontologia forense. |
III | Realizar corte horizontal a nível cervical para acesso à câmara pulpar e canais radiculares. | ✅ Sim | Permite acesso direto à polpa e dentina, onde se concentra o DNA. |
IV | Triturar o capuz de esmalte para extração de DNA. | ❌ Não | Esmalte é acelular e mineralizado, com quantidade insignificante de DNA; a fonte é polpa e dentina. |
A remoção de sangue e restos de tecidos moles da superfície externa do dente evita contaminação e degradação. O acondicionamento em tubo estéril e a conservação a -20°C são práticas padronizadas para preservar o DNA. O contexto de genética forense recomenda essas medidas de armazenamento.
A remoção de placa e cálculo com cureta seguida de lavagem com água deionizada estéril elimina impurezas que poderiam interferir na extração. Esse procedimento é comum em laboratórios de odontologia forense.
O corte horizontal a nível cervical (transição esmalte-dentina) permite acesso direto à câmara pulpar e aos canais radiculares, onde se concentra o DNA. Essa técnica é descrita em protocolos de identificação genética por dentes.
O capuz de esmalte, quando triturado, fornece quantidade insignificante de DNA devido à sua estrutura mineralizada e ausência de células nucleadas. A fonte de DNA no dente é a polpa e a dentina, não o esmalte. Portanto, essa afirmativa contraria o conhecimento técnico-científico.
Gabarito: letra C — corretos os itens I, II e III.
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