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Questão de Biologia — Hereditariedade e diversidade da vida — FGV 2022

BiologiaHereditariedade e diversidade da vida
Código
fg051260
Banca
FGV
Órgão
SEAD-AP
Ano
2022
Nível
Fundamental
Cargo
Auxiliar Técnico Pericial - Técnico em Enfermagem, Técnico em Farmácia
Um casal apresenta, em suas famílias, indivíduos com um tipo de surdez hereditária cujo padrão de herança é autossômico recessivo. No casal, o homem é heterozigoto para este tipo de surdez e sua companheira tem audição normal, mas é filha de uma mulher heterozigota para a doença e de um homem normal homozigoto.A chance deste casal ter uma criança surda é
  1. A1/8.
  2. B1/4.
  3. C1/2.
  4. D2/3.
  5. E2/4.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — 1/8.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Resolução

Gabarito: letra A — a conta chega a 1/8 (alternativa A).

A ideia por trás

A surdez hereditária em questão segue o padrão autossômico recessivo, ou seja, a doença só se manifesta em indivíduos com dois alelos recessivos (aa). Indivíduos normais podem ser homozigotos dominantes (AA) ou heterozigotos (Aa), sendo estes chamados de portadores, pois carregam o alelo recessivo sem apresentar a doença. Para que uma criança nasça afetada, ambos os pais precisam contribuir com o alelo recessivo, portanto ambos devem ser, no mínimo, heterozigotos.

A probabilidade de um evento composto e independente é o produto das probabilidades de cada etapa. Aqui, precisamos que a mulher seja portadora (Aa) e que, sendo portadora, o filho receba o alelo recessivo de ambos os pais. O homem é heterozigoto garantido, mas a mulher tem apenas uma chance de ser heterozigota, que depende do cruzamento de seus pais.

Nesta questão, o ponto central é determinar corretamente a probabilidade de a mulher ser portadora, considerando que ela tem audição normal e que seu pai é homozigoto dominante. Isso reduz as possibilidades e leva a uma probabilidade de 1/2, e não de 2/3 como em outros contextos.

O que a questão dá

  • homem heterozigoto (Aa)

  • mulher com audição normal, filha de mãe heterozigota (Aa) e pai homozigoto normal (AA)

O que queremos: a chance de o casal ter uma criança surda

Passo 1 — Montar o cruzamento dos pais da mulher

Precisamos descobrir a chance de a mulher ser portadora (Aa). Como ela tem audição normal, ela não pode ser aa, mas pode ser AA ou Aa. Para saber as proporções, fazemos o cruzamento entre a mãe heterozigota (Aa) e o pai homozigoto dominante (AA).

Por que esta fórmula: O cruzamento genético é a forma de listar todas as combinações possíveis de alelos que os filhos podem herdar. Cada genitor contribui com um alelo, e a tabela de Punnett mostra as quatro combinações igualmente prováveis.

AaAAAAaAAAAa\begin{array}{c|cc} & A & a \\ \hline A & AA & Aa \\ A & AA & Aa \end{array}

De onde vem cada valor: A(ma~e)A (mãe) = enunciado: mãe heterozigota (Aa) · a(ma~e)a (mãe) = enunciado: mãe heterozigota (Aa) · A(pai)A (pai) = enunciado: pai homozigoto normal (AA)

2 AAe2Aa\boxed{2\ \text{AA} \text{e} 2 \text{Aa}}
NÃO CAIA NESSA!

Esquecer que o pai é homozigoto dominante e considerar o cruzamento como Aa × Aa, o que daria 1/4 de chance de aa, mas isso não se aplica aqui.

Passo 2 — Calcular a chance de a mulher ser portadora

Dos quatro genótipos possíveis, dois são Aa (heterozigotos) e dois são AA (homozigotos normais). Como a mulher tem audição normal, ela não pode ser aa, mas pode ser AA ou Aa. Entre os descendentes normais, a probabilidade de ser heterozigota é de 2/4 = 1/2. Esse é o ponto central: a chance de a mulher ser portadora é 1/2, e não 2/3, porque o pai é homozigoto dominante (AA), e não heterozigoto.

Por que esta fórmula: A probabilidade é o número de casos favoráveis dividido pelo total de casos possíveis. Aqui, os casos favoráveis são os genótipos Aa (2) e o total de descendentes normais é 4 (pois nenhum é aa).

P(mulher Aa)=24=12P(\text{mulher Aa}) = \frac{2}{4} = \frac{1}{2}

De onde vem cada valor: 22 = passo 1: número de genótipos Aa · 44 = passo 1: total de genótipos possíveis

P(mulher Aa)=24=12=1 /2P(\text{mulher Aa}) = \frac{2}{4} = \frac{1}{2} = \boxed{1\ /2}
NÃO CAIA NESSA!

Aplicar a regra dos 2/3, que só vale quando se sabe que o indivíduo é normal e seus pais são ambos heterozigotos (como no caso de um irmão afetado). Aqui, o pai é homozigoto dominante, então a chance é 1/2.

Passo 3 — Montar o cruzamento do casal

Agora que sabemos que a mulher tem 1/2 de chance de ser heterozigota, precisamos calcular a probabilidade de o filho ser surdo (aa) quando ambos os pais são heterozigotos. O homem é heterozigoto (Aa) garantido, e a mulher, se for portadora, também será Aa.

Por que esta fórmula: O cruzamento Aa × Aa é o clássico que produz a proporção 1:2:1, ou seja, 1/4 AA, 1/2 Aa e 1/4 aa. Apenas o genótipo aa resulta em surdez.

AaAAAAaaAaaa\begin{array}{c|cc} & A & a \\ \hline A & AA & Aa \\ a & Aa & aa \end{array}

De onde vem cada valor: A(pai)A (pai) = enunciado: homem heterozigoto (Aa) · a(pai)a (pai) = enunciado: homem heterozigoto (Aa) · A(ma~e)A (mãe) = passo 2: se for portadora, é Aa · a(ma~e)a (mãe) = passo 2: se for portadora, é Aa

1 /4dosfilhossa~oaa\boxed{1\ /4 \text{dos} \text{filhos} \text{s}ã\text{o} \text{aa}}
NÃO CAIA NESSA!

Esquecer que a mulher pode não ser portadora e calcular apenas 1/4, ignorando a probabilidade de ela ser Aa.

Passo 4 — Multiplicar as probabilidades

A chance de a criança ser surda depende de dois eventos independentes: a mulher ser portadora (probabilidade 1/2) e, dado que ela é portadora, o filho ser aa (probabilidade 1/4). Como os eventos são independentes, multiplicamos as probabilidades.

Por que esta fórmula: A regra do 'e' da probabilidade: quando dois eventos independentes precisam ocorrer juntos, a probabilidade conjunta é o produto das probabilidades individuais.

P(crianc¸a surda)=P(mulher Aa)×P(filho aamulher Aa)P(\text{criança surda}) = P(\text{mulher Aa}) \times P(\text{filho aa} \mid \text{mulher Aa})

De onde vem cada valor: P(mulher Aa)P(\text{mulher Aa}) = passo 2: 1/2 · P(filho aamulher Aa)P(\text{filho aa} \mid \text{mulher Aa}) = passo 3: 1/4

P(crianc¸a surda)=12×14=18=1 /8P(\text{criança surda}) = \frac{1}{2} \times \frac{1}{4} = \frac{1}{8} = \boxed{1\ /8}
NÃO CAIA NESSA!

Somar as probabilidades em vez de multiplicar, ou usar 1/4 sozinho, esquecendo a chance de a mulher ser portadora.

Resposta: 1/8 (alternativa A)

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