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Questão de Biologia — Herança ligada ao sexo — FGV 2022

BiologiaHerança ligada ao sexo
Código
fg051433
Banca
FGV
Órgão
SEAD-AP
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Perito Criminal - Biólogo
Uma mulher e um homem normais para a identificação visual das cores têm um filho daltônico, cujos cromossomos podem ser vistos no idiograma a seguir:47.png 281×217(Fonte: https://andrologylab.gr/en/services/genetic-testing/karyotype/)A explicação possível para o fato de este casal ter tido um filho daltônico é ter ocorrido a não disjunção dos(as)
  1. Apares de homólogos na anáfase II da meiose sofrida pelo espermatócito II, fazendo com que a criança também apresentasse a síndrome de Turner.
  2. Bpares de homólogos na anáfase II da meiose sofrida pelo espermatócito II, fazendo com que a criança também apresentasse a síndrome de Klinefelter.
  3. Ccromátides-irmãs na anáfase II da meiose sofrida pelo ovócito II, fazendo com que a criança também apresentasse a síndrome de Turner.
  4. Dcromátides-irmãs na anáfase II da meiose sofrida pelo ovócito II, fazendo com que a criança também apresentasse a síndrome de Klinefelter.
  5. Epares de homólogos na anáfase II da meiose sofrida pelo espermatócito II, fazendo com que a criança também apresentasse a síndrome de Patau.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — cromátides-irmãs na anáfase II da meiose sofrida pelo ovócito II, fazendo com que a criança também apresentasse a síndrome de Klinefelter.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Genética: não disjunção cromossômica e herança ligada ao sexo

Gabarito: letra D. O cariótipo apresentado mostra um indivíduo com 47 cromossomos, sendo XXY, o que caracteriza a Síndrome de Klinefelter. Como o filho é daltônico (herança recessiva ligada ao X) e os pais são normais, a mãe deve ser portadora do gene (XDXdX^D X^d) e o pai normal (XDYX^D Y); para o filho ser daltônico (XdXdYX^d X^d Y), ele recebeu dois cromossomos X com o alelo recessivo da mãe, o que ocorre por uma não disjunção das cromátides-irmãs na anáfase II da meiose materna (ovócito II).

O daltonismo é uma condição determinada por um gene recessivo localizado na região não homóloga do cromossomo X. Em um casal com fenótipo normal, a mãe é obrigatoriamente heterozigota (XDXdX^D X^d) e o pai é hemizigoto normal (XDYX^D Y). Para que o filho nasça com o genótipo XdXdYX^d X^d Y (Klinefelter daltônico), ele precisa herdar dois cromossomos X portadores do alelo recessivo (XdX^d) da mãe. Isso acontece quando as cromátides-irmãs, que deveriam se separar na anáfase II da meiose, migram juntas para o mesmo gameta (não disjunção).

É fundamental distinguir os tipos de não disjunção:

Tipo de Não Disjunção

Fase da Meiose

Consequência no Gameta

Pares de homólogos

Anáfase I

Gameta com dois cromossomos diferentes (ex: XDXdX^D X^d)

Cromátides-irmãs

Anáfase II

Gameta com duas cópias idênticas (ex: XdXdX^d X^d)

Como o filho recebeu dois XdX^d da mãe, a falha ocorreu na meiose II materna. Se a falha fosse na meiose I, o gameta materno teria um XDX^D e um XdX^d, o que não explicaria o daltonismo do filho (ele teria um alelo dominante normal). A Síndrome de Klinefelter (47,XXY47, XXY) ocorre pela união de um gameta anormal (XdXdX^d X^d) com um gameta normal do pai (YY).

  1. 1Anáfase I: homólogos não se separam
  2. 2Gameta com cromossomos diferentes (ex.: XᴰXᵈ)
  3. 3Anáfase II: cromátides-irmãs não se separam
  4. 4Gameta com cópias idênticas (ex.: XᵈXᵈ)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A Síndrome de Turner é caracterizada pelo cariótipo 45,X045, X0. O idiograma mostra claramente três cromossomos sexuais (XXYXXY), o que descarta essa síndrome.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Embora a Síndrome de Klinefelter esteja correta, a não disjunção de homólogos na anáfase I (ou II) do espermatócito resultaria em um gameta XYXY ou XXXX, mas não explicaria a herança do daltonismo materno XdXdX^d X^d necessária para o filho ser daltônico.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A não disjunção das cromátides-irmãs na meiose II materna realmente explica a herança do daltonismo, mas o cariótipo resultante (XXYXXY) não corresponde à Síndrome de Turner (X0X0).

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta alternativa descreve corretamente o mecanismo de não disjunção das cromátides-irmãs na anáfase II do ovócito II, que gera um óvulo XdXdX^d X^d, e identifica corretamente a Síndrome de Klinefelter (XXYXXY) presente no idiograma.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A Síndrome de Patau refere-se à trissomia do cromossomo 13 (47,XX,+1347, XX, +13 ou 47,XY,+1347, XY, +13), não tendo relação com a alteração numérica dos cromossomos sexuais observada no idiograma.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre as fases da meiose. Lembre-se: falha na anáfase I separa homólogos (gera gametas com cromossomos diferentes); falha na anáfase II separa cromátides-irmãs (gera gametas com cópias idênticas). Para o filho receber dois alelos recessivos iguais da mãe, a falha deve ser na anáfase II.

PEGA ESSA DICA!

Sempre que a questão envolver herança ligada ao sexo e aneuploidias, monte o genótipo dos pais e o possível gameta anormal. Se o filho é XdXdYX^d X^d Y, ele recebeu XdXdX^d X^d da mãe e YY do pai. O gameta XdXdX^d X^d só pode vir de uma não disjunção de cromátides-irmãs na meiose II.

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