Custo Histórico de Ativo
Gabarito: letra D. A variação do poder aquisitivo médio da moeda brasileira (inflação) não é considerada na atualização do custo histórico de um ativo, diferentemente das demais alternativas (amortização, depreciação, juros, impairment). No modelo de custo histórico, o ativo é mantido pelo valor de aquisição, ajustado por depreciação, amortização, exaustão e perdas por redução ao valor recuperável, mas não por correção monetária geral.
A banca testa o conhecimento sobre quais eventos alteram o valor contábil do ativo após o reconhecimento inicial. As alternativas A, B, C e E são fatos que efetivamente atualizam o custo histórico, enquanto a D não é aplicável em períodos de baixa inflação (regra brasileira).
Alternativa A — ❌ Incorreta
Pagamentos recebidos que extinguem o ativo (ex.: baixa por venda, recebimento de indenização) representam a redução ou eliminação do ativo, sendo sim uma atualização de seu valor contábil.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O consumo do ativo (depreciação, amortização, exaustão) é uma alocação sistemática do custo ao longo da vida útil, alterando o valor contábil.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A provisão de juros sobre componente de financiamento (juros capitalizáveis) integra o custo do ativo qualificável, conforme CPC 20.
Alternativa D — ✅ Correta (exceção, gabarito)
A variação do poder aquisitivo da moeda não é refletida no custo histórico, a menos que a economia seja considerada hiperinflacionária (mas no Brasil, após a extinção da correção monetária de balanço, não se aplica).
Alternativa E — ❌ Incorreta
O efeito de eventos que tornam o ativo irrecuperável (impairment) é reconhecido como perda, reduzindo o valor contábil ao valor recuperável.
Gabarito: letra D.