Mastite em gado leiteiro
Gabarito: letra B. A contagem de células somáticas (CCS) é o principal indicador de mastite subclínica, e o limite de normalidade para o leite de vacas sadias é de até 500.000 células/mL, conforme padrões de qualidade (IN 62/2011 MAPA). As demais alternativas apresentam erros conceituais sobre a ocorrência e as alterações do leite durante a mastite.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a maioria das infecções intramamárias ocorre no período lactante. Na realidade, o período seco (entre lactações) é o momento de maior risco para novas infecções, devido à redução da imunidade local e ao fechamento do esfíncter do teto. Portanto, a alternativa está errada.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A CCS é o padrão-ouro para monitoramento da mastite subclínica. Vacas normais apresentam CCS abaixo de 200.000 células/mL individualmente, mas para o leite de tanque (rebanho) o limite regulatório brasileiro é de 500.000 células/mL (média geométrica trimestral, conforme IN 62/2011). Assim, a alternativa B está correta.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Durante a mastite, as porcentagens de gordura do leite sofrem apenas pequenas reduções, não alterações extremas. O principal efeito é o aumento de proteínas do soro (imunoglobulinas) e a diminuição de caseína, além do aumento de células somáticas. Portanto, a afirmativa é falsa.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Produtos antimicrobianos são rotineiramente administrados por via intramamária no tratamento da mastite, tanto clínica quanto subclínica. A afirmação de que não podem ser administrados por essa via é contrária à prática veterinária. Está errada.
Alternativa E — ❌ Incorreta
As proteínas do soro (whey proteins) alteram-se significativamente durante a mastite: há aumento de albumina sérica, imunoglobulinas e outras proteínas devido ao extravasamento capilar. Portanto, a afirmação de que não sofrem alteração é falsa.
Gabarito: letra B.