Questão de Veterinária — Epidemiologia Veterinária — FGV 2022
Veterinária›Epidemiologia Veterinária
Código
fg051777
Banca
FGV
Órgão
SEAD-AP
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Perito Criminal - Medicina Veterinária
Os estudos epidemiológicos observacionais permitem que a natureza determine seu próprio curso: o investigador mede, mas não interfere na pesquisa.Sobre os diferentes tipos de estudos epidemiológicos observacionais, é correto afirmar que
Ao estudo do tipo coorte consegue calcular a incidência de uma doença em indivíduos expostos e não expostos.
Bo estudo do tipo seccional é o ideal para se investigar doenças raras.
Co estudo do tipo caso-controle não consegue avaliar múltiplos fatores.
Da seleção de controles para um estudo do tipo caso-controle é sempre fácil.
Eo estudo do tipo coorte não fornece evidências para causalidade.
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GabaritoA — o estudo do tipo coorte consegue calcular a incidência de uma doença em indivíduos expostos e não expostos.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Gabarito: letra A. O estudo de coorte permite calcular a incidência em expostos e não expostos, característica central desse delineamento. As demais alternativas contêm erros sobre os tipos de estudo.
Tipo de Estudo
Característica Principal
Medida de Frequência
Adequação para Doenças Raras
Avaliação de Múltiplos Fatores
Evidência para Causalidade
Coorte
Acompanha expostos e não expostos ao longo do tempo
Incidência
Não (necessita grande amostra)
Sim
Sim (estabelece sequência temporal)
Caso-controle
Compara exposição entre casos e controles
Odds ratio
Sim
Sim
Limitada (retrospectivo)
Seccional (Transversal)
Mede exposição e doença no mesmo momento
Prevalência
Não (baixa prevalência)
Sim
Não (sem temporalidade)
Estudos observacionais: Coorte (follow-up) (Calcula incidência, Evidência de causalidade); Caso-controle (Doenças raras (ideal), Múltiplos fatores, Seleção de controles difícil); Seccional (transversal) (Mede prevalência, Não serve para doenças raras)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O estudo de coorte (ou follow-up) acompanha grupos de indivíduos expostos e não expostos ao fator de risco ao longo do tempo, medindo a ocorrência de novos casos (incidência) em cada grupo. Essa é a definição clássica. Portanto, a afirmativa está correta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O estudo seccional (transversal) mede prevalência, não é adequado para doenças raras, pois seria necessário um tamanho amostral muito grande. O delineamento ideal para doenças raras é o caso-controle.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O estudo caso-controle é eficiente para investigar múltiplos fatores de risco simultaneamente, comparando a exposição entre casos e controles. A afirmativa de que "não consegue avaliar múltiplos fatores" é falsa.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A seleção de controles é uma das etapas mais críticas e desafiadoras em um estudo caso-controle, sujeita a vieses. Nunca é "sempre fácil".
Alternativa E — ❌ Incorreta
Estudos de coorte fornecem evidências importantes para causalidade, especialmente por estabelecerem a sequência temporal entre exposição e doença. Embora não provem causalidade de forma definitiva, contribuem fortemente para a inferência causal.
SE LIGUE NESSA!
O contexto disponível não continha informações específicas sobre delineamento de estudos epidemiológicos. A análise baseou-se em conceitos consagrados da epidemiologia.