Questão de Psicologia — Psicologia da Educação — FGV 2022
Psicologia›Psicologia da Educação
Código
fg051799
Banca
FGV
Órgão
SEAD-AP
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Perito Criminal - Psicologia
Considerando o eixo da Prevenção contra o abuso e/ou exploração sexual de crianças e adolescentes e as ações preconizadas pelo Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Infanto-Juvenil, é possível afirmar que
Ao tema da educação em sexualidade deve ser inserido no currículo da Educação Básica.
Bas ferramentas de tecnologias da informação e da comunicação são responsáveis pela pornografia infantil.
Ccrianças e adolescentes informados sobre direitos sexuais e reprodutivos ficam mais vulneráveis em sua autodefesa.
Da educação sexual e a prevenção ao abuso sexual devem ser matérias privativas da família.
Eas campanhas de sensibilização fomentam o tráfico de crianças e adolescentes para fins de exploração sexual.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoA — o tema da educação em sexualidade deve ser inserido no currículo da Educação Básica.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Prevenção ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes
Gabarito: letra A. O Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Infanto-Juvenil preconiza a inserção da educação em sexualidade no currículo da Educação Básica como medida preventiva essencial. Essa ação visa informar e empoderar crianças e adolescentes, reduzindo vulnerabilidades. As demais alternativas distorcem o sentido das estratégias do Plano.
A questão testa o conhecimento sobre as diretrizes do plano de enfrentamento, especialmente o eixo da prevenção. A banca usa afirmações contraintuitivas que invertem a lógica das ações protetivas.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A educação sexual na escola é um dos pilares da prevenção primária. O Plano Nacional defende que crianças e adolescentes tenham acesso a informações sobre sexualidade, direitos e autoproteção, como forma de reduzir o risco de abuso. A inserção no currículo da Educação Básica é uma ação concreta nesse sentido.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirmar que as ferramentas de tecnologia da informação e comunicação (TICs) são "responsáveis" pela pornografia infantil é uma generalização indevida. As TICs podem ser usadas para disseminar conteúdo ilegal, mas também são instrumentos de prevenção, denúncia e educação. O problema não está na ferramenta em si, mas no uso criminoso.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A informação sobre direitos sexuais e reprodutivos aumenta a capacidade de autodefesa, e não a reduz. Crianças e adolescentes informados reconhecem situações de risco, sabem pedir ajuda e desenvolvem habilidades de proteção. A alternativa inverte o efeito esperado das ações educativas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O Plano Nacional adota uma abordagem multissetorial e corresponsável, envolvendo família, escola, saúde, assistência social e outros órgãos. Atribuir a educação sexual e a prevenção como matérias privativas da família contraria o princípio da proteção integral e a necessidade de atuação articulada entre os diversos atores sociais.
Alternativa E — ❌ Incorreta
As campanhas de sensibilização têm como objetivo prevenir e combater o tráfico para exploração sexual, não fomentá-lo. Elas informam sobre os riscos, divulgam canais de denúncia e mobilizam a sociedade. A alternativa sugere o oposto do que as campanhas realmente fazem.
NÃO CAIA NESSA!
As alternativas B, C e E invertem a relação de causa e efeito das ações preventivas. O aluno pode ser levado a acreditar que informar gera vulnerabilidade ou que campanhas pioram o problema — quando na verdade o Plano aposta justamente na educação e na comunicação como ferramentas de proteção.