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Questão de Biologia — Núcleo interfásico e código genético — FGV 2022

BiologiaNúcleo interfásico e código genético
Código
fg051827
Banca
FGV
Órgão
SEAD-AP
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Perito Odontolegista
Em relação às técnicas de identificação utilizando o DNA, assinale a afirmativa correta
  1. AA análise da molécula de DNA guarda todos os requisitos técnicos necessários para o processo de identificação, inclusive a unicidade, visto que as características genéticas são únicas para cada indivíduo, mesmo em gêmeos univitelinos.
  2. BOs polimorfismos do DNA, base do processo de identificação genética, podem ser estudados pelo comprimento dos segmentos ou pela sequência das bases nitrogenadas.
  3. CA técnica RFLP (Restriction Fragment Length Polymorphism), desenvolvida na década de 80, consiste na análise da sequência de bases após a ação da enzina DNA polimerase.
  4. DA técnica da PCR (Reação da Cadeia de Polimerase) permite analisar o comprimento dos fragmentos resultantes a partir da amplificação da molécula de DNA.
  5. EA análise do DNA mitocondrial é mais informativa que a análise do DNA nuclear, apresentando maior utilidade na prática forense.
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GabaritoB — Os polimorfismos do DNA, base do processo de identificação genética, podem ser estudados pelo comprimento dos segmentos ou pela sequência das bases nitrogenadas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Técnicas de identificação por DNA

Gabarito: letra B. A afirmativa correta é a que descreve os polimorfismos do DNA — base do processo de identificação genética — como passíveis de estudo tanto pelo comprimento dos segmentos quanto pela sequência das bases nitrogenadas. As demais alternativas contêm erros conceituais: a unicidade não se aplica a gêmeos univitelinos, a RFLP não usa DNA polimerase, a PCR não analisa comprimento de fragmentos e o DNA mitocondrial não é mais informativo que o nuclear.

A identificação genética baseia-se na análise de polimorfismos — variações na sequência de DNA que diferem entre indivíduos. Essas variações podem ser detectadas de duas formas principais: pelo comprimento de fragmentos de DNA (como nos VNTRs e STRs, analisados por eletroforese) ou pela sequência das bases nitrogenadas (como no sequenciamento de DNA). A alternativa B captura exatamente essa dualidade, sendo a única tecnicamente correta.

A banca explora a confusão entre as técnicas de biologia molecular: RFLP, PCR e sequenciamento. É essencial distinguir o papel de cada enzima e o que cada técnica mede. A RFLP, por exemplo, usa enzimas de restrição (não DNA polimerase) para cortar o DNA em fragmentos de tamanhos variáveis; a PCR amplifica regiões específicas, mas a análise do comprimento dos fragmentos é feita por eletroforese, não pela PCR em si.

Identificação por DNA
  • 1Polimorfismos (base)
    • Comprimento dos segmentos (VNTRs, STRs)
    • Sequência das bases (Sanger, NGS)
  • 2Técnicas
    • RFLP — enzima de restrição corta
    • PCR — amplifica região específica
    • Eletroforese — separa por tamanho
  • 3DNA nuclear
    • Padrão-ouro forense
    • Não distingue gêmeos univitelinos
  • 4DNA mitocondrial
    • Herança materna
    • Menos informativo
    • Útil em amostras degradadas
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que as características genéticas são únicas mesmo em gêmeos univitelinos. Isso é falso: gêmeos univitelinos (monozigóticos) possuem o mesmo genoma nuclear, portanto o DNA nuclear não permite distingui-los. A unicidade do DNA não se aplica a eles — daí a necessidade de outros marcadores (como o DNA mitocondrial, que pode diferir por mutações somáticas, embora com limitações).

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta ao afirmar que os polimorfismos podem ser estudados por duas vias: o comprimento dos segmentos (ex.: RFLP, STRs) e a sequência das bases nitrogenadas (ex.: sequenciamento de Sanger, NGS). É a definição clássica de polimorfismo genético aplicada à identificação.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A RFLP (Restriction Fragment Length Polymorphism) consiste na análise de fragmentos de DNA gerados pela ação de enzimas de restrição (endonucleases), que cortam o DNA em sítios específicos. A alternativa troca a enzima: não é a DNA polimerase (que sintetiza DNA) e sim a enzima de restrição que atua na RFLP. Além disso, a análise é do comprimento dos fragmentos, não da sequência de bases.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) tem como função amplificar uma região específica do DNA, gerando milhões de cópias. Ela não analisa diretamente o comprimento dos fragmentos; essa análise é feita posteriormente por eletroforese em gel ou por capilar. A alternativa confunde a técnica de amplificação com a de separação/detecção.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O DNA mitocondrial (mtDNA) é menos informativo que o DNA nuclear para identificação individual, pois é herdado apenas da mãe (herança materna) e possui menor taxa de recombinação, o que o torna útil para identificar linhagens maternas, mas não para distinguir indivíduos da mesma linhagem. O DNA nuclear, com seus marcadores altamente polimórficos (STRs, SNPs), é o padrão-ouro na prática forense. O mtDNA é usado como complemento, especialmente em amostras degradadas.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora inverter o papel das enzimas e das técnicas. Aqui, a pegadinha está na alternativa C: trocar enzima de restrição por DNA polimerase na RFLP. Lembre-se: restrição = cortar (enzima de restrição); polimerase = sintetizar (PCR). Outra pegadinha clássica é achar que gêmeos univitelinos têm DNA diferente — eles têm o mesmo genoma nuclear, então o DNA nuclear não os distingue. Fique atento a essas trocas! 💪

Gabarito: letra B

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