Questão de Biologia — Hereditariedade e diversidade da vida — FGV 2022
- Código
- fg051861
- Banca
- FGV
- Órgão
- SEAD-AP
- Ano
- 2022
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de Educação Básica - Biologia
- A1/2.
- B1/4.
- C1/3.
- D1/6.
- E1/8.
GabaritoC — 1/3.
Gabarito: letra C — a conta chega a 1/3 (alternativa C).
A fenilcetonúria (PKU) é uma doença genética de herança autossômica recessiva: o alelo que causa a doença (a) só se manifesta em dose dupla (aa). Indivíduos com genótipo Aa são portadores sadios, e AA são normais. A doença é causada pela falta da enzima que converte fenilalanina em tirosina, levando ao acúmulo tóxico dessa substância no sangue e no cérebro. No cruzamento entre dois heterozigotos (Aa × Aa), a proporção genotípica é 1/4 AA, 1/2 Aa e 1/4 aa. Porém, quando se sabe que um filho desse cruzamento NÃO é afetado, ele não pode ser aa, então a probabilidade de ele ser heterozigoto (Aa) passa a ser 2/3 (e não 1/2), pois entre os não afetados há 1 AA para cada 2 Aa. Nesta questão, precisamos aplicar essa probabilidade condicional para descobrir a chance de a esposa ser portadora e, então, multiplicar pela chance de o filho herdar o alelo a do pai e da mãe.
marido: fenilcetonúrico (aa)
esposa: não afetada, filha de casal heterozigoto (Aa × Aa)
O que queremos: a chance de o casal ter uma criança com fenilcetonúria
O marido tem a doença, e como a PKU é recessiva, ele só pode ter os dois alelos recessivos. Isso é essencial para saber quais gametas ele pode transmitir.
Achar que o marido poderia ser heterozigoto (Aa) — mas quem tem a doença é sempre aa.
A esposa não tem a doença, mas é filha de pais heterozigotos. Precisamos saber a probabilidade de ela ter herdado um alelo recessivo, pois só assim ela pode transmitir a doença.
Por que esta fórmula: O cruzamento Aa × Aa gera 1/4 AA, 1/2 Aa e 1/4 aa. Como a esposa não é afetada, ela não pode ser aa; então restam apenas os genótipos AA e Aa, na proporção de 1/3 e 2/3, respectivamente. Por isso a chance de ela ser heterozigota é 2/3.
De onde vem cada valor: = proporção de Aa no cruzamento Aa × Aa · = proporção de AA no cruzamento Aa × Aa · = soma das proporções de não afetados (AA + Aa)
Usar 1/2 como chance de ser portadora, esquecendo de excluir os afetados (aa) — isso daria 1/2, mas o correto é 2/3.
Se a esposa for heterozigota (Aa), o cruzamento com o marido (aa) pode gerar filhos afetados. Precisamos da probabilidade de isso acontecer.
Por que esta fórmula: No cruzamento aa × Aa, cada filho tem 1/2 de chance de herdar o alelo a do pai (sempre) e o alelo a da mãe (se ela for Aa, metade dos gametas é a). Portanto, a chance de o filho ser aa é 1/2.
De onde vem cada valor: = proporção de gametas a da mãe heterozigota (Aa)
Achar que a chance é 1/4, que seria o caso se ambos os pais fossem heterozigotos.
Os dois eventos são independentes: a esposa ser portadora e o filho herdar os dois alelos recessivos. A probabilidade conjunta é o produto das probabilidades.
Por que esta fórmula: A regra do 'e' da probabilidade: para que o filho seja afetado, a esposa precisa ser Aa (probabilidade 2/3) E o filho precisa ser aa (probabilidade 1/2). Multiplicamos as probabilidades.
De onde vem cada valor: = passo 2: chance de a esposa ser heterozigota · = passo 3: chance de o filho ser afetado se a mãe for Aa
Esquecer de multiplicar e usar apenas 1/2 ou 2/3.
Resposta: 1/3 (alternativa C)
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