Analista Legislativo - Registro e Redação Parlamentar
Em cada frase abaixo há uma oração reduzida sublinhada; Assinale a opção em que ela foi substituída por uma oração desenvolvida correspondente, de forma adequada.
A“Não incorremos em cabotinismo ou ufanismo ao afirmar que o Mobral é o mais bem-sucedido programa de educação de adultos do mundo”. (Arlindo Lopes Correia) / quando afirmamos.
B“Se o preço para banir a criminalidade do seio da Terra for a condenação de um inocente, mesmo assim o inocente não deve ser condenado”. (Waldir Troncoso Pires) / para o banimento da criminalidade do seio da Terra.
C“Para resolver problemas do país, eu conversaria até com o demônio”. (Paulo Brossard) / Para que se resolvesse problemas do país.
D“Se um homem mata um guarda, é mais importante sabermos por que ele matou o guarda e não por que o guarda morreu”. (D. Luciano Mendes de Almeida) / que se soubesse.
E“As pessoas deveriam ler melhor Buarque de Hollanda e menos os brasilianistas para entender melhor o Brasil”. (Glauber Rocha) / para melhor entendimento do Brasil.
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GabaritoA — “Não incorremos em cabotinismo ou ufanismo ao afirmar que o Mobral é o mais bem-sucedido programa de educação de adultos do mundo”. (Arlindo Lopes Correia) / quando afirmamos.
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Conversão de oração reduzida para desenvolvida
Gabarito: letra A. A única alternativa em que a substituição é adequada é a A, pois "ao afirmar" (reduzida de infinitivo com valor temporal) foi corretamente convertida em "quando afirmamos" (oração desenvolvida temporal, com conjunção e verbo conjugado). As demais falham por não manterem a estrutura oracional (B, E) ou por erro de concordância/pessoa verbal (C, D).
Análise de cada alternativa
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Não incorremos em cabotinismo ou ufanismo ao afirmar que o Mobral é o mais bem-sucedido programa de educação de adultos do mundo" / quando afirmamos.
A reduzida "ao afirmar" é uma oração subordinada adverbial temporal (infinitivo precedido de "ao"), equivalente a "quando afirmamos". A substituição mantém o mesmo sentido e a mesma função sintática, empregando a conjunção "quando" e o verbo no presente do indicativo, pessoa correta (nós). Não há erro.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Se o preço para banir a criminalidade do seio da Terra for a condenação de um inocente, mesmo assim o inocente não deve ser condenado" / para o banimento da criminalidade do seio da Terra.
A oração reduzida original é "para banir" (final, infinitivo). A substituição "para o banimento" é uma locução nominal (preposição + substantivo), não uma oração desenvolvida, que exige verbo finito. Portanto, inadequada.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Para resolver problemas do país, eu conversaria até com o demônio" / Para que se resolvesse problemas do país.
A reduzida "para resolver" (final, infinitivo) foi substituída por "Para que se resolvesse". Há dois problemas: (1) o verbo "resolvesse" está no singular, mas o sujeito ("problemas", na voz passiva sintética) exige plural: "se resolvessem"; (2) a voz e a pessoa não correspondem ao original impessoal. Logo, inadequada.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Se um homem mata um guarda, é mais importante sabermos por que ele matou o guarda e não por que o guarda morreu" / que se soubesse.
A reduzida "sabermos" é um infinitivo flexionado com sujeito "nós". A substituição "que se soubesse" emprega a 3ª pessoa do singular do imperfeito do subjuntivo com partícula "se", tornando o sujeito indeterminado e alterando a pessoa. O correto seria "que soubéssemos" (se quisesse manter o sujeito). Inadequada.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"As pessoas deveriam ler melhor Buarque de Hollanda e menos os brasilianistas para entender melhor o Brasil" / para melhor entendimento do Brasil.
A reduzida "para entender" (final, infinitivo) foi substituída por "para melhor entendimento", que é uma locução nominal (preposição + adjetivo + substantivo), não uma oração. Inadequada.
PEGA ESSA DICA!
Para converter uma oração reduzida em desenvolvida, é preciso: (1) identificar a conjunção adequada (valor semântico: temporal, final, causal etc.); (2) conjugar o verbo no tempo e modo que expressem o mesmo sentido; (3) respeitar a concordância e a pessoa. Nunca troque a oração por um sintagma nominal.
Conclusão: Apenas a alternativa A apresenta a conversão correta, mantendo a estrutura oracional, a pessoa verbal e o sentido temporal. Gabarito: letra A.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.