Analista Legislativo - Registro e Redação Parlamentar
A frase a seguir em que a preposição DE tem valor gramatical ou relacional e não simplesmente um valor nocional, é:
ADiploma universitário: aquilo que não serve para nada e ainda faz você ´perder a carteirinha de estudante.
BEducação é uma descoberta progressiva de nossa própria ignorância.
CNós temos uma regra geral em que cada caso será tratado de forma diferente;
DPlanejamento de longo prazo não lida com decisões futuras, mas com o futuro de decisões presentes.
EUm bom lugar para começar é de onde você está.
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GabaritoB — Educação é uma descoberta progressiva de nossa própria ignorância.
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Preposição DE: valor relacional vs. nocional
Gabarito: letra B. A única frase em que a preposição "DE" tem valor gramatical ou relacional (exigido por regência) é a letra B: "Educação é uma descoberta progressiva de nossa própria ignorância". O "de" é um complemento nominal do substantivo "descoberta", que exige essa preposição para introduzir o objeto descoberto. A preposição não carrega sentido próprio; sua função é puramente relacional.
Como distinguir valor relacional de nocional
Valor relacional (gramatical): a preposição é exigida pela regência de um verbo, nome ou adjetivo. Não tem significado autônomo; sua presença é obrigatória para a estrutura sintática. Ex.: "necessidade de água" (regência do nome "necessidade"), "gosto de estudar" (regência do verbo "gostar").
Valor nocional: a preposição tem conteúdo semântico próprio, indicando posse, origem, matéria, finalidade, causa, modo, etc. Pode ser substituída por outra preposição com sentido diferente. Ex.: "casa de madeira" (matéria), "carteirinha de estudante" (finalidade/tipo), "vir de casa" (origem).
Preposição "DE"
1Valor relacional (gramatical)
Exigida por regência
Sem significado autônomo
Ex.: "descoberta DE algo"
2Valor nocional
Conteúdo semântico próprio
Posse, origem, matéria, finalidade, modo
Ex.: "carteirinha DE estudante"
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Análise das alternativas
Alternativa A — ❌ Incorreta
"...perder a carteirinha de estudante."
Aqui "de" tem valor nocional: indica a que tipo de carteirinha se refere (estudantil). É uma preposição com carga semântica de especificação/finalidade. Não é exigida por regência do nome "carteirinha" (que não pede complemento), mas sim um adjunto adnominal.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Educação é uma descoberta progressiva de nossa própria ignorância."
O "de" introduz o complemento do substantivo "descoberta" (o que é descoberto). A construção "descoberta de algo" é uma regência nominal: o nome "descoberta" exige a preposição "de" para seu complemento. A preposição não acrescenta sentido próprio; é puramente relacional.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"...cada caso será tratado de forma diferente;"
O "de" integra a locução adverbial "de forma diferente", que tem valor nocional de modo. Embora seja uma expressão fixa, a preposição contribui para o sentido de modo (como?). Não é regência de um termo anterior, mas sim parte de um adjunto adverbial.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Planejamento de longo prazo... o futuro de decisões presentes."
Ambos os "de" têm valor nocional: o primeiro indica característica/tipo (planejamento de longo prazo = planejamento que é de longo prazo); o segundo indica posse ou origem (o futuro pertence às decisões presentes). São adjuntos adnominais, não complementos regidos.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"...é de onde você está."
O "de" faz parte da locução adverbial de lugar "de onde", com sentido de origem/procedência. Tem valor nocional claro. Não é regido por nenhum termo anterior (o verbo "é" é de ligação).
Conclusão
Apenas na letra B a preposição "de" é exigida pela regência de um nome (complemento nominal), caracterizando uso gramatical/relacional. Nas demais, ela possui significado próprio (nocional) ou integra locuções adverbiais.