Analista Legislativo - Registro e Redação Parlamentar
Todas as frases abaixo foram reescritas de forma a eliminar-se o advérbio “não”, mantendo-se o sentido original.
Assinale a frase em que isso foi feito de formainadequada.
AHomem absurdo é aquele que não muda / Homem absurdo é aquele que permanece sempre o mesmo.
BO homem livre é aquele que não tem medo de ir até o fim de seu pensamento / O homem livre é aquele que tem coragem de ir até o fim de seu pensamento.
CA felicidade é uma flor que não é preciso colher / A felicidade é uma flor que é desnecessário colher.
DNão se pode falar mal senão das coisas que se conhecem bem / Só se pode falar mal das coisas que se conhecem bem.
EA felicidade é como as neblinas ligeiras: quando estamos dentro dela, não a vemos / A felicidade é como as neblinas ligeiras: quando estamos dentro dela, ela é ignorada.
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GabaritoE — A felicidade é como as neblinas ligeiras: quando estamos dentro dela, não a vemos / A felicidade é como as neblinas ligeiras: quando estamos dentro dela, ela é ignorada.
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Substituição do advérbio "não" — manutenção do sentido
Gabarito: letra E. A reescrita de E altera o sentido original: "não a vemos" (falta de percepção) foi substituído por "ela é ignorada" (ato intencional ou negligência), o que não é equivalente. As demais alternativas preservam corretamente o significado.
1Original com 'não'
2Reescrita sem 'não'
3Mesmo sentido?
4Adequada ou inadequada
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Análise de cada alternativa
Informação: A questão testa a equivalência semântica ao eliminar o advérbio "não". A reescrita deve manter exatamente o mesmo sentido, sem acréscimos ou desvios.
Alternativa A — ✅ Correta
"Homem absurdo é aquele que não muda" → "Homem absurdo é aquele que permanece sempre o mesmo."
"Não muda" equivale a "permanece o mesmo". Ambas expressam ausência de alteração. Paráfrase fiel.
Alternativa B — ✅ Correta
"O homem livre é aquele que não tem medo de ir até o fim de seu pensamento" → "O homem livre é aquele que tem coragem de ir até o fim de seu pensamento."
"Não tem medo" é sinônimo de "tem coragem" no contexto. A ausência de medo implica coragem. Sentido preservado.
Alternativa C — ✅ Correta
"A felicidade é uma flor que não é preciso colher" → "A felicidade é uma flor que é desnecessário colher."
"Não é preciso" = "é desnecessário". Equivalência direta.
Alternativa D — ✅ Correta
"Não se pode falar mal senão das coisas que se conhecem bem" → "Só se pode falar mal das coisas que se conhecem bem."
A construção "não... senão" equivale a "só" (restrição). A reescrita mantém o sentido de exclusividade.
Alternativa E — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO
"...quando estamos dentro dela, não a vemos" → "...quando estamos dentro dela, ela é ignorada."
O texto original diz que não vemos a felicidade, ou seja, não a percebemos. "Ignorada" implica uma ação deliberada de desprezar ou não dar atenção, o que é diferente de simplesmente não enxergar. Há alteração de sentido: a voz passiva com "ignorada" acrescenta um juízo de intencionalidade ausente no original. Portanto, a reescrita é inadequada.
PEGA ESSA DICA!
Ao eliminar o advérbio "não", é crucial verificar se o termo substituto carrega exatamente o mesmo significado, sem conotação extra ou mudança de aspecto (factual vs. intencional).
Conclusão: A única reescrita que não mantém o sentido original é a da letra E, pois troca a ideia de não-percepção por uma ação de ignorar.