Crítica irônica à censura no texto de Voltaire
Gabarito: letra A. A temática central do texto é uma crítica irônica à censura, como se vê no tom satírico com que a autoridade citada proíbe a leitura, o ensino e até o pensamento sob penas absurdas, visando 'a edificação dos fiéis' – clara ironia.
O texto simula um decreto religioso que, sob o pretexto de proteger as almas, proíbe ler qualquer livro, ensinar os filhos a ler e até pensar, ameaçando com danação eterna e prisão. O efeito é satírico: o autor, Voltaire, critica a censura ao levar as proibições ao extremo. A ironia está na contradição entre o discurso piedoso e a repressão total.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A opção capta exatamente a intenção do texto: uma crítica irônica à censura. A passagem 'proibimos de ler qualquer livro, sob pena de danação eterna' e 'proibimos de pensar, sob pena de prisão' mostra a hipocrisia da autoridade censora, que alega zelo espiritual enquanto suprime a liberdade.
Alternativa B — ❌ Incorreta (extrapolação)
O texto não é um alerta contra a 'alienação produzida pela religião'. A religião é o veículo da crítica, mas o alvo é a censura em si. A alternativa generaliza ao focar na religião como causa da alienação, enquanto o texto ironiza a postura censória de qualquer autoridade, não a religião enquanto fenômeno alienante.
Alternativa C — ❌ Incorreta (fora do escopo)
O texto não menciona governo ou autoritarismo governamental; a autoridade que fala é claramente religiosa ('edificação dos fiéis', 'danação eterna'). Embora a censura possa ser praticada por governos, o texto não trata disso. A alternativa extrapola ao inserir um elemento (governo) que não está presente.
Alternativa D — ❌ Incorreta (tangenciamento)
A crítica aos 'processos educacionais vigentes' é apenas uma parte da proibição (ensinar os filhos a ler). O texto vai muito além: proíbe ler, pensar e qualquer manifestação de sentido claro. Portanto, reduz o tema a um aspecto secundário.
Alternativa E — ❌ Incorreta (fuga ao tema)
Não há qualquer menção ao poder judiciário no texto. A proibição de pensar e ler não envolve tribunais. A alternativa é totalmente alheia ao conteúdo.
Conclusão: A única alternativa sustentada integralmente pelo texto é a letra A, que identifica a crítica irônica à censura como temática básica.