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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — FGV 2022

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
fg054555
Banca
FGV
Órgão
Senado Federal
Ano
2022
Nível
Médio
Cargo
Técnico Legislativo - Policial Legislativo
Um jornalista, ao analisar o texto de um parlamentar que prometera apoiar a medida proposta por um outro parlamentar, criticou-o, escrevendo que “o congressista explicara em mal português que ‘daria apoiamento à proposição do colega’”.Em função do exposto, aplica-se perfeitamente ao jornalista o seguinte ditado latino:
  1. AAbusus non tollit usum / O abuso não tolhe o uso, ou seja, o direito de uso não é abolido pelo fato de que alguém tenha abusado.
  2. BMedice, cura te ipsum / Médico, cure sua doença primeiro, antes de se aplicar às demais.
  3. CAd surdus aures canere / Cantar para ouvidos surdos, lamentar-se sem que ninguém preste atenção.
  4. DAmicus certus in re incerta cernitur / O amigo certo se reconhece nos momentos de dificuldade.
  5. EDe gustibus non est disputandum / Sobre gostos não se discute.
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GabaritoB — Medice, cura te ipsum / Médico, cure sua doença primeiro, antes de se aplicar às demais.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Aplicação de ditado latino ao contexto

Gabarito: letra B. O ditado "Medice, cura te ipsum" (Médico, cura-te a ti mesmo) aplica-se perfeitamente ao jornalista porque ele critica o "mal português" do parlamentar, mas, ao fazê-lo, age como se fosse um expert em língua — e o provérbio lembra que devemos primeiro corrigir nossos próprios defeitos antes de apontar os alheios. A situação narrada sugere uma dose de hipocrisia ou auto-suficiência do jornalista, que é exatamente o que o ditado censura.

Análise do contexto

O texto descreve um jornalista que criticou um parlamentar por ter usado uma expressão considerada de "mal português" ("daria apoiamento à proposição do colega"). A crítica é sobre a qualidade da linguagem do político. O ditado que se encaixa deve refletir uma lição que se aplica ao próprio crítico, e não ao criticado.

Alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

Abusus non tollit usum: "O abuso não tolhe o uso" — esse ditado trata de direitos que não são perdidos pelo mau uso. Nada a ver com o contexto de crítica linguística.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Medice, cura te ipsum: "Médico, cura-te a ti mesmo" — o jornalista age como se fosse um médico da língua, mas o ditado o adverte: cuide de si primeiro. Aplica-se perfeitamente.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Ad surdus aures canere: "Cantar para ouvidos surdos" — seria adequado se o parlamentar ignorasse a crítica, mas o foco é a atitude do jornalista, não a reação do político.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Amicus certus in re incerta cernitur: "O amigo certo se reconhece nos momentos de dificuldade" — não há relação com amizade ou dificuldade.

Alternativa E — ❌ Incorreta

De gustibus non est disputandum: "Sobre gostos não se discute" — a crítica do jornalista não é sobre gosto, mas sobre correção linguística.

NÃO CAIA NESSA!

O candidato pode ser tentado a escolher a alternativa C ("cantar para ouvidos surdos") por achar que o parlamentar não ouviria a crítica, mas o texto não indica isso; o foco é a inadequação do próprio crítico.

Conclusão: A única alternativa que se encaixa perfeitamente é a B, pois o provérbio critica quem aponta falhas alheias sem olhar para as próprias.

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