Questão de Contabilidade Geral — Teste de Recuperabilidade (impairment) — FGV 2022
Contabilidade Geral›Teste de Recuperabilidade (impairment)
Código
fg055115
Banca
FGV
Órgão
TCE-TO
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Auditor de Controle Externo - Ciências Contábeis
Um ativo imobilizado adquirido em 1º de janeiro de 2019, com vida útil estimada em dez anos e valor residual igual a zero, é depreciado pelo método linear e, até o final de 2020, nenhuma perda por impairment nem benfeitorias foram realizadas. O valor contábil líquido do ativo após o teste de impairment em 31 de dezembro de 2020 era de R$ 385.000. Assim, a perda por impairment foi de R$ 15.000. Em 31 de dezembro de 2021, com base na melhoria das condições do mercado, o ativo foi reavaliado.Nesse caso, a empresa reverteu o valor máximo da perda por impairment permitida na demonstração do resultado de 2021 de:
AR$ 1.875;
BR$ 13.125;
CR$ 15.000;
DR$ 336.875;
ER$ 385.000.
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GabaritoB — R$ 13.125;
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Reversão de perda por impairment – limite máximo
Gabarito: letra B (R$ 13.125). A reversão de perda por impairment não pode fazer o ativo ultrapassar o valor contábil que teria sido determinado, líquido de depreciação, caso nenhuma perda tivesse sido reconhecida (NBC TG 50, item 28F c/c princípio geral do impairment). O valor contábil sem a perda original em 31/12/2021 é R$ 350.000; o valor contábil atual (após registro da perda e depreciação posterior) é R$ 336.875; a diferença de R$ 13.125 é o teto da reversão.
Passo a passo dos cálculos
Custo de aquisição – Antes do impairment (31/12/2020), o valor contábil líquido era de R$ 400.000 (R$ 385.000 + R$ 15.000 de perda). Como já haviam decorridos 2 anos de depreciação (2019 e 2020), esse valor representa 80% do custo. Logo, custo = R$ 400.000 / 0,8 = R$ 500.000.
Depreciação anual original = R$ 500.000 / 10 anos = R$ 50.000.
Valor contábil sem impairment em 31/12/2021 – Depreciação acumulada por 3 anos: 3 × R$ 50.000 = R$ 150.000. Valor = R$ 500.000 – R$ 150.000 = R$ 350.000.
Depreciação após o impairment – Após a perda, o novo valor contábil em 31/12/2020 era R$ 385.000. Vida útil restante: 8 anos. Depreciação anual pós-impairment = R$ 385.000 / 8 = R$ 48.125.
Valor contábil atual em 31/12/2021 – R$ 385.000 – R$ 48.125 = R$ 336.875.
Limite máximo da reversão = Valor contábil sem impairment (–) Valor contábil atual = R$ 350.000 – R$ 336.875 = R$ 13.125.
R$ 1.875 não corresponde a nenhum valor racional do cálculo (talvez diferença entre as depreciações anuais: R$ 50.000 – R$ 48.125 = R$ 1.875). Esse valor não representa o teto da reversão.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Conforme demonstrado, é a diferença entre o valor contábil sem impairment (R$ 350.000) e o valor contábil atual (R$ 336.875). A reversão é limitada a esse montante para que o ativo não fique com valor superior ao que teria sem a perda.
Alternativa C — ❌ Incorreta
R$ 15.000 corresponde ao valor da perda original registrada em 2020. A reversão não é automática desse valor, pois o ativo continuou sendo depreciado e o limite se reduz.
Alternativa D — ❌ Incorreta
R$ 336.875 é o valor contábil do ativo em 31/12/2021 antes da reversão. A banca tenta confundir o estudante oferecendo o valor contábil atual como se fosse a reversão.
Alternativa E — ❌ Incorreta
R$ 385.000 era o valor contábil após o impairment em 31/12/2020. Além de ser um valor passado, a reversão não pode elevar o ativo a esse patamar porque a depreciação de 2021 reduziu o valor.
PEGA ESSA DICA!
Em questões de reversão de impairment, o passo mais crítico é calcular o valor contábil que o ativo teria se a perda nunca tivesse ocorrido (considerando a depreciação original). Esse é o limite máximo; qualquer valor acima dele é incorreto. Monte uma tabela com duas colunas (com e sem impairment) para visualizar a diferença.