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Questão de Auditoria — Risco de auditoria — FGV 2022

AuditoriaRisco de auditoria
Código
fg055307
Banca
FGV
Órgão
TCU
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Auditor Federal de Controle Externo
No desenvolvimento de um trabalho de asseguração sobre as demonstrações contábeis de uma instituição pública, a equipe realizou o processo de identificação e avaliação dos riscos de distorção relevante do contexto auditado.Em relação ao processo de avaliação e resposta aos riscos de distorção relevante, é correto afirmar que:
  1. Ao risco de auditoria é estabelecido em função do risco inerente, do risco de controle e do risco de detecção;
  2. Bo risco de auditoria, por guardar relação com os riscos do objeto que está sendo auditado, não está sob o controle da equipe de auditoria;
  3. Ccaso a equipe de auditoria, na avaliação de um risco, conclua que o controle interno é muito forte, o risco de controle poderá ser estabelecido como 100%;
  4. Dcaso a equipe julgue que no contexto avaliado os controles são fortes, os procedimentos de auditoria a serem realizados devem focar na aplicação de testes de controle, em detrimento dos testes substantivos;
  5. Ecaso a avaliação da equipe de auditoria sobre um risco específico indique baixa magnitude do risco, deve ser aumentada a extensão dos testes substantivos a serem aplicados, de forma a garantir a asseguração pretendida.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — o risco de auditoria é estabelecido em função do risco inerente, do risco de controle e do risco de detecção;

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Risco de Auditoria e Resposta aos Riscos de Distorção Relevante

Gabarito: letra A. O risco de auditoria é composto pelo risco de distorção relevante (que abrange risco inerente e risco de controle) e pelo risco de detecção, conforme conceituação das normas de auditoria (NBC TA 200). A alternativa A espelha corretamente essa relação.

A banca testa o entendimento dos componentes do risco de auditoria e a relação entre eles, especialmente como a avaliação dos controles impacta os procedimentos de auditoria.

Componente do Risco de Auditoria

Definição

Relação com o Risco de Auditoria

Controle pela Equipe de Auditoria

Risco Inerente

Suscetibilidade de uma afirmação a uma distorção relevante, antes da consideração dos controles.

Diretamente proporcional (quanto maior, maior o risco de auditoria).

Não está sob controle direto; é avaliado pela equipe.

Risco de Controle

Risco de que uma distorção relevante não seja prevenida, detectada ou corrigida tempestivamente pelo controle interno.

Diretamente proporcional (quanto maior, maior o risco de auditoria).

Não está sob controle direto; é avaliado pela equipe.

Risco de Detecção

Risco de que os procedimentos do auditor não detectem uma distorção relevante existente.

Inversamente proporcional (quanto maior, menor o risco de auditoria).

Está sob controle da equipe (via planejamento de procedimentos).

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O risco de auditoria é definido como função dos riscos de distorção relevante (inerente e controle) e do risco de detecção. Essa é a formulação clássica, presente nas normas de auditoria. O auditor avalia os riscos inerente e de controle para determinar o nível aceitável de risco de detecção e, assim, planejar a natureza, época e extensão dos procedimentos.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que o risco de auditoria não está sob o controle da equipe. Embora os riscos inerente e de controle sejam da entidade, o risco de detecção é gerenciado pelo auditor por meio da escolha de procedimentos. Portanto, o risco de auditoria como um todo pode ser influenciado pelo trabalho da equipe. A afirmativa é incorreta por negar essa possibilidade.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Quando o controle interno é avaliado como muito forte, o risco de controle deve ser baixo, não 100%. O risco de controle em 100% significa que os controles não têm eficácia alguma, o que é o oposto da situação descrita. A banca inverte o sentido: risco alto para controle forte.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Se os controles são fortes, o auditor pode reduzir a extensão dos testes substantivos, mas nunca deixar de realizá-los. As normas exigem procedimentos substantivos independentemente da confiança nos controles (NBC TA 330). A afirmativa sugere foco exclusivo em testes de controle, o que não é permitido.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A relação entre risco e extensão de testes substantivos é inversa: quanto menor o risco, menor a extensão necessária. Aumentar a extensão para riscos baixos é ineficiente e contradiz o princípio de que o auditor ajusta os procedimentos com base no risco avaliado.

Gabarito: letra A.

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