Risco de Auditoria e Resposta aos Riscos de Distorção Relevante
Gabarito: letra A. O risco de auditoria é composto pelo risco de distorção relevante (que abrange risco inerente e risco de controle) e pelo risco de detecção, conforme conceituação das normas de auditoria (NBC TA 200). A alternativa A espelha corretamente essa relação.
A banca testa o entendimento dos componentes do risco de auditoria e a relação entre eles, especialmente como a avaliação dos controles impacta os procedimentos de auditoria.
Componente do Risco de Auditoria | Definição | Relação com o Risco de Auditoria | Controle pela Equipe de Auditoria |
|---|
Risco Inerente | Suscetibilidade de uma afirmação a uma distorção relevante, antes da consideração dos controles. | Diretamente proporcional (quanto maior, maior o risco de auditoria). | Não está sob controle direto; é avaliado pela equipe. |
Risco de Controle | Risco de que uma distorção relevante não seja prevenida, detectada ou corrigida tempestivamente pelo controle interno. | Diretamente proporcional (quanto maior, maior o risco de auditoria). | Não está sob controle direto; é avaliado pela equipe. |
Risco de Detecção | Risco de que os procedimentos do auditor não detectem uma distorção relevante existente. | Inversamente proporcional (quanto maior, menor o risco de auditoria). | Está sob controle da equipe (via planejamento de procedimentos). |
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O risco de auditoria é definido como função dos riscos de distorção relevante (inerente e controle) e do risco de detecção. Essa é a formulação clássica, presente nas normas de auditoria. O auditor avalia os riscos inerente e de controle para determinar o nível aceitável de risco de detecção e, assim, planejar a natureza, época e extensão dos procedimentos.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que o risco de auditoria não está sob o controle da equipe. Embora os riscos inerente e de controle sejam da entidade, o risco de detecção é gerenciado pelo auditor por meio da escolha de procedimentos. Portanto, o risco de auditoria como um todo pode ser influenciado pelo trabalho da equipe. A afirmativa é incorreta por negar essa possibilidade.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Quando o controle interno é avaliado como muito forte, o risco de controle deve ser baixo, não 100%. O risco de controle em 100% significa que os controles não têm eficácia alguma, o que é o oposto da situação descrita. A banca inverte o sentido: risco alto para controle forte.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Se os controles são fortes, o auditor pode reduzir a extensão dos testes substantivos, mas nunca deixar de realizá-los. As normas exigem procedimentos substantivos independentemente da confiança nos controles (NBC TA 330). A afirmativa sugere foco exclusivo em testes de controle, o que não é permitido.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A relação entre risco e extensão de testes substantivos é inversa: quanto menor o risco, menor a extensão necessária. Aumentar a extensão para riscos baixos é ineficiente e contradiz o princípio de que o auditor ajusta os procedimentos com base no risco avaliado.
Gabarito: letra A.