Questão de Auditoria Governamental — Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal - SCIPEF — FGV 2022
Auditoria Governamental›Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal - SCIPEF
Código
fg057897
Banca
FGV
Órgão
CGU
Ano
2022
Nível
Superior
Durante a execução de um trabalho de avaliação, não foi possível observar algumas das diretrizes do Referencial Técnico da Atividade de Auditoria Interna Governamental do Poder Executivo Federal, em razão de limitações operacionais. Em virtude disso, houve impactos moderados sobre os resultados da auditoria.A equipe de auditoria deve:
Asuspender a execução dos trabalhos e comunicar ao responsável pela unidade auditada que não será emitido relatório;
Bsolicitar alteração do Plano de Auditoria Interna, de modo a compatibilizá-lo com as restrições ocorridas;
Creduzir o escopo do trabalho, após autorização do coordenador da equipe de auditoria;
Dregistrar no relatório as razões e o impacto da não observância das diretrizes sobre o trabalho de avaliação e os seus resultados;
Edeixar de emitir opinião sobre o objeto auditado, limitandose a relatar os procedimentos adotados na execução da auditoria.
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GabaritoD — registrar no relatório as razões e o impacto da não observância das diretrizes sobre o trabalho de avaliação e os seus resultados;
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Comunicação de Resultados em Auditoria Governamental – Limitações Operacionais
Gabarito: letra D. Quando limitações operacionais impedem a observância de diretrizes do Referencial Técnico de Auditoria Interna Governamental, a equipe deve registrar no relatório as razões e o impacto da não observância sobre o trabalho e seus resultados. Essa conduta está alinhada ao princípio de transparência e documentação das restrições, previsto nas normas de auditoria governamental (como as Instruções Normativas da SFC). As demais alternativas propõem ações inadequadas, como suspender os trabalhos, alterar o plano sem necessidade, reduzir escopo sem previsão ou omitir opinião indevidamente.
A banca testa o conhecimento sobre a postura correta do auditor diante de limitações que afetam a aplicação das diretrizes, mas não inviabilizam a conclusão do trabalho. A chave é que as restrições devem ser comunicadas de forma clara e transparente, e não ocultadas ou resolvidas por medidas unilaterais.
Ação da Equipe de Auditoria
Descrição
Adequação (Sim/Não)
Justificativa
Suspender trabalhos e não emitir relatório
Comunicar ao responsável pela unidade auditada que não será emitido relatório
Não
Medida extrema e desproporcional para impactos moderados; o correto é documentar as restrições e prosseguir.
Solicitar alteração do Plano de Auditoria Interna (PAI)
Compatibilizar o PAI com as restrições operacionais
Não
Ação imediata inadequada; o PAI é planejado anualmente e sua alteração é processo formal, não cabendo durante a execução.
Reduzir o escopo do trabalho
Reduzir o escopo após autorização do coordenador da equipe
Não
Pode mascarar as limitações; a transparência exige que as restrições sejam explicitadas no relatório, não apenas reduzidas.
Registrar no relatório as razões e o impacto
Documentar as razões da não observância das diretrizes e seu impacto sobre o trabalho e resultados
Sim
Conduta alinhada ao princípio de transparência e documentação das restrições, conforme normas de auditoria governamental.
Deixar de emitir opinião
Limitar-se a relatar os procedimentos adotados, sem emitir opinião sobre o objeto auditado
Não
Omissão indevida; o correto é emitir opinião com as ressalvas decorrentes das limitações, registrando-as no relatório.
Limitação operacional em auditoria
1Impacto moderado
Suspender trabalhos (A)
Alterar PAI (B)
Reduzir escopo sem registro (C)
Omitir opinião (E)
Registrar razões e impacto (D)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Suspender a execução dos trabalhos e comunicar ao responsável pela unidade auditada que não será emitido relatório é medida extrema e desproporcional. Limitações operacionais que geram impactos moderados não justificam a paralisação total e a ausência de relatório. O correto é documentar as restrições e prosseguir com a emissão do relatório, registrando os efeitos.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Solicitar alteração do Plano de Auditoria Interna (PAI) para compatibilizá-lo com as restrições não é a ação imediata adequada. O PAI é planejado anualmente e sua alteração demanda processo formal. Durante a execução, o auditor deve lidar com as limitações dentro do escopo atual, relatando-as, e não reabrir o planejamento.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Reduzir o escopo do trabalho após autorização do coordenador é uma prática que pode mascarar as limitações. A redução de escopo deve ser formalmente decidida e documentada, mas o próprio ato de reduzir sem registrar as razões da impossibilidade de seguir as diretrizes não é suficiente. A transparência exige que as restrições sejam explicitadas no relatório.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Registrar no relatório as razões e o impacto da não observância das diretrizes sobre o trabalho de avaliação e seus resultados é a conduta prevista nas normas de auditoria. Essa documentação permite que os usuários do relatório compreendam as limitações e avaliem a confiabilidade dos achados e conclusões.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Deixar de emitir opinião sobre o objeto auditado, limitando-se a relatar os procedimentos adotados, configura uma abstenção de opinião que só deve ocorrer quando há limitações tão significativas que impossibilitam a formação de uma conclusão. No caso, os impactos são moderados, não justificando a abstenção. A equipe deve emitir opinião, mas ressalvando as limitações.
Conclusão: A única alternativa que atende ao correto procedimento diante de limitações operacionais com impacto moderado é a letra D, que determina o registro das razões e impactos no relatório de auditoria.