Falta de correspondência entre sons e letras no Texto 2
Gabarito: letra D. A única alternativa que NÃO comprova a falta de correspondência perfeita entre sons e letras é a D, pois a existência de duas grafias para uma mesma palavra (alevantar/levantar) não envolve a relação som–letra, e sim uma variação ortográfica. O texto afirma que a ideia de que cada letra corresponda a um som falado é uma “vã esperança” – ou seja, há múltiplos desencontros. As demais alternativas ilustram exatamente esses desencontros, como se prova a seguir.
Alternativa A — ❌ Incorreta
"captar os sons da fala por meio de um conjunto de (...) sinais únicos, cada um dos quais correspondendo a um som falado. Na verdade, (...) trata-se de uma vã esperança."
O H mudo (honra, herói) é uma letra que não corresponde a som algum, quebrando a correspondência ideal. Portanto, comprova a falta de correspondência.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Duas letras diferentes (s em asa e z em azar) representam o mesmo som /z/ (em muitas falas). Isso mostra que a mesma unidade sonora pode ser grafada de maneiras distintas – “vã esperança” comprovada.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Um mesmo som (o fonema /ʁ/ ou /r/ em início ou entre vogais) pode ser representado por r (roupa) ou rr (carro). Novamente, a correspondência não é biunívoca.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A dupla grafia alevantar / levantar não trata da relação entre som e letra, mas de duas formas ortográficas válidas para o mesmo vocábulo (ambas pronunciadas de modo idêntico ou similar). Não há desencontro entre som e representação; há apenas variantes gráficas. Logo, não exemplifica o fenômeno descrito.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A mesma grafia fazer admite pronúncias diferentes em variedades do português (Brasil e Portugal). Isso comprova que uma única sequência de letras pode corresponder a mais de um som – exatamente a “vã esperança” apontada no texto.
Conclusão: Apenas a opção D foge ao tema da correspondência imperfeita entre sons e letras.