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Questão de Direito Processual Penal — Inquérito Policial — FGV 2022

Direito Processual PenalInquérito Policial
Código
fg058367
Banca
FGV
Órgão
SEAD-AP
Ano
2022
Nível
Superior
Ao sair do trabalho e a caminho de casa, Paulo deparou-se com um cadáver, que parecia ter sido baleado. De pronto, entrou em contato com a autoridade policial e informou o ocorrido.Nesse caso, estamos diante de
  1. ANotitia criminis espontânea de cognição imediata.
  2. BNotitia criminis espontânea de cognição mediata.
  3. CNotitia criminis provocada.
  4. DDelatio criminis.
  5. ENotitia criminis de cognição coercitiva.
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GabaritoD — Delatio criminis.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Notitia Criminis e Delatio Criminis

Gabarito: letra D. A comunicação voluntária de um terceiro à autoridade policial sobre a ocorrência de um crime é denominada delatio criminis, uma das espécies de notitia criminis. No caso, Paulo, ao informar o cadáver que encontrou, realizou uma delatio criminis, e não as demais modalidades listadas.

A notitia criminis é o conhecimento da infração penal pela autoridade. Classifica-se em:

  • De cognição imediata: quando a autoridade toma conhecimento diretamente, por seus próprios sentidos (ex.: flagrante presenciado pelo delegado).

  • De cognição mediata: quando a autoridade toma conhecimento por meio de outros órgãos (ex.: polícia recebe relatório de outra delegacia).

  • Provocada: quando a autoridade é instigada pela vítima ou seu representante legal (ex.: representação nos crimes de ação penal pública condicionada).

  • Delatio criminis: denúncia anônima ou comunicação verbal/escrita de qualquer pessoa do povo (terceiro não diretamente interessado).

  • De cognição coercitiva: quando o conhecimento decorre da prisão em flagrante.

No enunciado, Paulo é um terceiro que voluntariamente contatou a polícia. Não se trata de cognição imediata (ele não é autoridade) nem de cognição mediata (a informação não veio de outro órgão). Tampouco é provocada, pois não há relação de vítima ou ofendido. A hipótese se amolda perfeitamente à delatio criminis.

1Cognição imediata
Autoridade presencia o fato
2Cognição mediata
Informação de outro órgão oficial
3Provocada
Vítima ou representante provoca
4Delatio criminis
Qualquer pessoa do povo comunica
Anônima ou identificada
5Cognição coercitiva
Prisão em flagrante
Notitia criminis
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Notitia criminis: Cognição imediata (Autoridade presencia o fato); Cognição mediata (Informação de outro órgão oficial); Provocada (Vítima ou representante provoca); Delatio criminis (Qualquer pessoa do povo comunica, Anônima ou identificada); Cognição coercitiva (Prisão em flagrante)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Notitia criminis espontânea de cognição imediata. A cognição imediata exige que a própria autoridade policial presencie o fato. Paulo é um cidadão comum, não a autoridade.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Notitia criminis espontânea de cognição mediata. A cognição mediata ocorre quando a autoridade recebe a informação por meio de outro órgão oficial (ex.: comunicação de outra delegacia). No caso, Paulo é pessoa física, não órgão.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Notitia criminis provocada. Essa modalidade depende de provocação da vítima ou de seu representante (ex.: representação do ofendido). Paulo é terceiro estranho ao fato, não a vítima.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Delatio criminis. Perfeito: comunicação voluntária de terceiro à autoridade policial. A doutrina pacífica do processo penal assim define.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Notitia criminis de cognição coercitiva. Essa modalidade decorre da prisão em flagrante, quando a autoridade é levada a conhecer o crime por meio da condução do autor. No caso, não houve flagrante nem prisão.

Portanto, a alternativa correta é a letra D.

MNEMÔNICO
DEITAA IDOSO
DDispensávelEEscritoIInquisitivoTTransitórioAAdministrativoApresidido por Autoridade pública competenteIIndisponívelDDiscricionárioOOficialSSigilosoOOficioso
Características do inquérito policial

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