Conclusão do Texto 2
Gabarito: letra C. O texto defende que o alcoolismo, por ser tratado como doença pela psiquiatria, não deveria ser motivo de rejeição social, ao contrário do que ocorre atualmente, em que o alcoólatra se sente excluído. A conclusão está ancorada na passagem:
“O alcoólatra acusado se sente mais e mais excluído da sociedade.”
A tese central é a contradição entre o status de doença (que deveria atenuar) e o tratamento legal como agravante. A pergunta final sobre campanhas publicitárias é um reforço argumentativo, não a conclusão.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Reproduz a pergunta retórica do último período do texto: “Que campanha publicitária foi feita para proibir a condução de veículos para os que tomam calmantes?”. A questão pede a conclusão, não uma interrogação. O erro é troca_conceito: confundir argumento de reforço com tese.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que o alcoolismo deveria ser considerado doença e não vício. De fato, o texto defende o status de doença, mas não menciona a palavra "vício" nem contrapõe doença a vício. A conclusão abrange também a exclusão social e a comparação com calmantes. Erro incompleta: restringe indevidamente o alcance da conclusão.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
“A Psiquiatria luta por atribuir ao alcoólatra o status de doente.” “O alcoólatra acusado se sente mais e mais excluído da sociedade.”
A alternativa parafraseia com fidelidade: sendo o alcoolismo uma doença, a rejeição social é incoerente. A expressão “não como um vício” é inferência legítima, pois o texto opõe doença a agravante legal (que implica culpa). Nenhum elemento é acrescentado ou distorcido.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Diz que os que tomam calmantes "deveriam ser impedidos de dirigir porque também são vítimas de vício". O texto não classifica os usuários de calmantes como vítimas de vício; apenas os compara em perigo ao volante. A conclusão proposta extrapola ao imputar um vício que o texto não afirma. Erro fora_do_escopo (extrapolação).
Alternativa E — ❌ Incorreta
Propõe que "julgamentos deveriam tratar do mesmo modo" os dois grupos. O texto apenas constata a diferença de tratamento (agravante para alcoólatra, atenuante para quem toma calmantes), mas não conclui que devam ser iguais. A pergunta final sugere incoerência, não uma solução de equiparação. Erro fora_do_escopo (inferência não autorizada).
Conclusão: A única alternativa que capta a tese central – o alcoolismo como doença e a consequente injustiça da rejeição social – é a letra C.