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Questão de Medicina — Farmacologia e Anestesiologia — FGV 2023

MedicinaFarmacologia e Anestesiologia
Código
fg059904
Banca
FGV
Órgão
AL-MA
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Técnico de Gestão Administrativa - Médico Cardiologista
Assinale a opção que representa um betabloqueador com efeito vasodilatador periférico.
  1. AAtenolol.
  2. BMetoprolol.
  3. CBisoprolol.
  4. DCarvedilol.
  5. ESotalol.
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GabaritoD — Carvedilol.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Betabloqueadores com efeito vasodilatador periférico

Gabarito: letra D. O carvedilol é o betabloqueador que apresenta efeito vasodilatador periférico, pois, além do bloqueio beta-adrenérgico, possui atividade de bloqueio alfa-1-adrenérgico, o que promove vasodilatação. Os demais betabloqueadores listados (atenolol, metoprolol, bisoprolol e sotalol) não possuem essa propriedade vasodilatadora.

Os betabloqueadores são fármacos que atuam bloqueando os receptores beta-adrenérgicos, reduzindo a frequência cardíaca, a contratilidade miocárdica e a secreção de renina. Essa classe é amplamente utilizada no tratamento de hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, angina e arritmias. No entanto, os betabloqueadores podem ser classificados em diferentes gerações, com propriedades farmacológicas distintas.

A primeira geração inclui betabloqueadores não seletivos, como o propranolol, que bloqueiam tanto receptores beta-1 (cardíacos) quanto beta-2 (brônquicos e vasculares). A segunda geração é composta por betabloqueadores cardiosseletivos, como atenolol, metoprolol e bisoprolol, que têm maior afinidade pelos receptores beta-1, reduzindo o risco de broncoespasmo. A terceira geração, por sua vez, além do bloqueio beta, apresenta propriedades adicionais, como vasodilatação, sendo o carvedilol e o nebivolol os principais representantes.

O carvedilol é um betabloqueador não seletivo de terceira geração que também bloqueia receptores alfa-1-adrenérgicos. O bloqueio alfa-1 causa vasodilatação periférica, reduzindo a resistência vascular periférica e a pós-carga. Essa propriedade é particularmente útil no tratamento da insuficiência cardíaca, pois melhora o débito cardíaco sem aumentar excessivamente o trabalho do coração. O nebivolol, outro betabloqueador de terceira geração, promove vasodilatação por mecanismo distinto, relacionado à liberação de óxido nítrico.

A distinção entre os betabloqueadores é essencial para a prática clínica, pois a presença de vasodilatação influencia a escolha do fármaco em diferentes cenários. Por exemplo, em pacientes com insuficiência cardíaca, o carvedilol, o succinato de metoprolol e o bisoprolol são os betabloqueadores com evidência de redução de mortalidade. No entanto, apenas o carvedilol possui o efeito vasodilatador adicional, o que pode ser vantajoso em pacientes com hipertensão associada.

A banca explora a confusão entre os betabloqueadores cardiosseletivos (segunda geração) e os de terceira geração com vasodilatação. O candidato que memoriza apenas a seletividade beta-1 pode erroneamente escolher o bisoprolol ou o metoprolol, que são cardiosseletivos, mas não vasodilatadores. A palavra-chave da questão é "efeito vasodilatador periférico", que aponta diretamente para o carvedilol.

Betabloqueadores
  • 11ª geração (não seletivos)
    • Propranolol
    • Sotalol
  • 22ª geração (cardiosseletivos)
    • Atenolol
    • Metoprolol
    • Bisoprolol
  • 33ª geração (vasodilatadores)
    • Carvedilol
      • bloqueio alfa-1
    • Nebivolol
      • liberação de óxido nítrico
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O atenolol é um betabloqueador cardiosseletivo (beta-1) de segunda geração, sem atividade vasodilatadora. Ele é hidrossolúvel e utilizado principalmente no tratamento de hipertensão e angina, mas não promove vasodilatação periférica.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O metoprolol é um betabloqueador cardiosseletivo (beta-1) de segunda geração, disponível nas formas tartarato e succinato. Embora seja um dos betabloqueadores com evidência de benefício na insuficiência cardíaca, não possui efeito vasodilatador periférico.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O bisoprolol é um betabloqueador cardiosseletivo (beta-1) de segunda geração, também sem atividade vasodilatadora. É utilizado no tratamento de insuficiência cardíaca e hipertensão, mas não apresenta o efeito vasodilatador periférico característico do carvedilol.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O carvedilol é um betabloqueador não seletivo de terceira geração que, além do bloqueio beta-1 e beta-2, possui atividade de bloqueio alfa-1-adrenérgico. O bloqueio alfa-1 promove vasodilatação periférica, reduzindo a resistência vascular periférica. Essa propriedade o diferencia dos demais betabloqueadores listados e o torna a opção correta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O sotalol é um betabloqueador não seletivo que também apresenta atividade antiarrítmica de classe III (bloqueio de canais de potássio). Apesar de suas propriedades antiarrítmicas, não possui efeito vasodilatador periférico.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre betabloqueadores cardiosseletivos (segunda geração) e os de terceira geração com vasodilatação. O candidato que memoriza apenas a seletividade beta-1 pode erroneamente escolher o bisoprolol ou o metoprolol, que são cardiosseletivos, mas não vasodilatadores. A palavra-chave da questão é "efeito vasodilatador periférico", que aponta diretamente para o carvedilol.

PEGA ESSA DICA!

Para identificar betabloqueadores com vasodilatação, lembre-se dos representantes da terceira geração: carvedilol (bloqueio alfa-1) e nebivolol (liberação de óxido nítrico). Os demais betabloqueadores (propranolol, atenolol, metoprolol, bisoprolol, sotalol) não possuem essa propriedade.

Gabarito: letra D

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