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Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — FGV 2023

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
fg059936
Banca
FGV
Órgão
AL-MA
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Técnico de Gestão Administrativa - Médico Ginecologista
Paciente de 25 anos com história de ciclos menstruais normais queixa-se de ausência de menstruação há cerca de seis meses. Refere ter iniciado atividade física intensa e ter distúrbios alimentares nos últimos meses. Realizou avalição hormonal e foi identificada diminuição nas dosagens séricas de gonadotrofinas.Nega atividade sexual há um ano.Nesse caso, a amenorreia se caracteriza por
  1. Asíndrome de insensibilidade androgênica.
  2. Bhipergonadismo hipogonadotrófico de causa hipofisária.
  3. Chipergonadismo hipogonadotrófico de causa autoimune.
  4. Dhipogonadismo hipogonadotrófico de causa hipotalâmica.
  5. Ehipogonadismo hipergonadotrófico de causa ovariana.
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GabaritoD — hipogonadismo hipogonadotrófico de causa hipotalâmica.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Amenorreia: classificação pelo eixo hipotálamo-hipófise-gônada

Gabarito: letra D. A paciente apresenta amenorreia secundária com diminuição das gonadotrofinas (FSH e LH baixos), o que caracteriza hipogonadismo hipogonadotrófico — e, pelo contexto de atividade física intensa e distúrbios alimentares, a causa é hipotalâmica funcional (exercício, estresse, dieta). A distinção central está no nível do eixo comprometido: gonadotrofinas baixas apontam para hipotálamo ou hipófise, enquanto gonadotrofinas altas apontam para falência ovariana.

A amenorreia é a ausência de menstruação e se classifica em primária (nunca menstruou) ou secundária (ausência por 3 ciclos ou 6 meses em mulher que já menstruava). A paciente se encaixa na secundária, pois tinha ciclos normais e parou há seis meses. A investigação etiológica segue o eixo hipotálamo-hipófise-ovário-útero: identificar onde está a falha é o passo decisivo. As gonadotrofinas (FSH e LH) são os hormônios hipofisários que estimulam o ovário; quando estão baixas, o problema está acima do ovário (hipotálamo ou hipófise); quando estão altas, o ovário não responde e há falência ovariana primária.

No caso, a paciente tem FSH e LH diminuídos — logo, hipogonadismo hipogonadotrófico. A causa mais provável é hipotalâmica funcional, desencadeada por exercício físico intenso e distúrbios alimentares, que suprimem a secreção de GnRH pelo hipotálamo. Isso reduz a liberação de FSH e LH pela hipófise, levando à anovulação e amenorreia. A causa hipofisária (como prolactinoma ou síndrome de Sheehan) também cursa com gonadotrofinas baixas, mas o contexto clínico de exercício e transtorno alimentar aponta diretamente para o hipotálamo.

A distinção entre hipogonadismo hipogonadotrófico e hipergonadotrófico é o ponto-chave: no primeiro, FSH e LH estão baixos (falha central); no segundo, estão altos (falha gonadal). A banca explora exatamente essa inversão nas alternativas, trocando os termos "hipo" e "hiper" e as causas. Para fixar: gonadotrofinas baixas = problema no comando (hipotálamo/hipófise); gonadotrofinas altas = problema no ovário.

Amenorreia
  • 1Primária (nunca menstruou)
  • 2Secundária (≥3 ciclos ou 6 meses)
    • Eixo hipotálamo-hipófise-ovário
      • FSH/LH baixos → falha central
        • Hipotálamo (funcional: exercício, estresse, dieta)
        • Hipófise (prolactinoma, Sheehan)
      • FSH/LH altos → falha ovariana
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A síndrome de insensibilidade androgênica (feminização testicular) é causa de amenorreia primária, com cariótipo 46,XY e testículos funcionantes, mas com receptores androgênicos defeituosos. A paciente tem ciclos normais prévios e ausência há seis meses, o que configura amenorreia secundária — incompatível com essa síndrome, que se manifesta desde a puberdade.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O termo correto seria hipogonadismo hipogonadotrófico, não "hipergonadismo hipogonadotrófico" — há inversão do prefixo. Além disso, a causa mais provável no caso é hipotalâmica (exercício e distúrbios alimentares), não hipofisária. A hipófise está funcionando, mas sem estímulo do GnRH hipotalâmico.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Novamente o termo "hipergonadismo" está errado — o correto é hipogonadismo hipogonadotrófico. A causa autoimune é típica da falência ovariana precoce, que cursaria com FSH e LH altos (hipergonadotrófico), não baixos como no caso.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A paciente tem FSH e LH diminuídos (hipogonadismo hipogonadotrófico) e o contexto de atividade física intensa e distúrbios alimentares aponta para causa hipotalâmica funcional. O exercício excessivo e a restrição alimentar suprimem o GnRH hipotalâmico, reduzindo as gonadotrofinas e levando à amenorreia. É a combinação exata de achados laboratoriais e clínica.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O hipogonadismo hipergonadotrófico de causa ovariana cursaria com FSH e LH elevados (falência ovariana), não diminuídos. A paciente tem gonadotrofinas baixas, o que exclui causa ovariana. A falência ovariana precoce manifesta-se com fogachos, ressecamento vaginal e FSH alto — nada disso está presente.

NÃO CAIA NESSA!

A banca inverte os prefixos "hipo" e "hiper" para confundir. Lembre-se: gonadotrofinas baixas = hipogonadismo hipogonadotrófico (falha central); gonadotrofinas altas = hipogonadismo hipergonadotrófico (falha ovariana). No caso, FSH e LH baixos + exercício intenso e transtorno alimentar = causa hipotalâmica funcional. Com esse raciocínio, você elimina as alternativas B, C e E de imediato.

Gabarito: letra D

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