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Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — FGV 2023

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
fg059942
Banca
FGV
Órgão
AL-MA
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Técnico de Gestão Administrativa - Médico Ginecologista
A Doença de Paget “in situ” vulvar
  1. Adeve ser tratada com vulvectomia radical.
  2. Bnão está relacionada a cânceres extra-vulvares.
  3. Cacomete principalmente mulheres jovens.
  4. Dé uma neoplasia intraepitelial não escamosa.
  5. Eé a principal lesão precursora do câncer de vulva.
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GabaritoD — é uma neoplasia intraepitelial não escamosa.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Doença de Paget vulvar: neoplasia intraepitelial glandular

Gabarito: letra D. A Doença de Paget "in situ" da vulva é uma neoplasia intraepitelial não escamosa, de tipo glandular, que pode progredir para adenocarcinoma ou coexistir com um adenocarcinoma subjacente — é essa a definição que a alternativa D espelha. As demais alternativas erram ao tratar a doença como carcinoma escamoso, ao afirmar ausência de associação com cânceres extra-vulvares, ao atribuir predomínio em mulheres jovens ou ao classificá-la como principal lesão precursora do câncer de vulva.

A Doença de Paget vulvar é uma entidade distinta dentro das neoplasias intraepiteliais vulvares (NIV). Enquanto a grande maioria das NIVs é de origem escamosa (relacionada ao HPV oncogênico), a Doença de Paget é uma neoplasia intraepitelial de tipo glandular — ou seja, as células neoplásicas têm diferenciação glandular (células de Paget), e não escamosa. Essa distinção é fundamental e é exatamente o que a questão cobra.

A doença de Paget da vulva pode se apresentar de duas formas: como lesão intraepitelial pura ("in situ") ou associada a um adenocarcinoma subjacente invasor. Além disso, há associação documentada com neoplasias malignas em outros sítios (cânceres extra-vulvares), como mama, trato gastrointestinal e trato urinário — o que torna a alternativa B incorreta. O tratamento da doença "in situ" é cirúrgico conservador (excisão local ampla), e não vulvectomia radical, que é reservada para doença invasiva — o que derruba a alternativa A.

A epidemiologia também ajuda a eliminar alternativas: o câncer de vulva em geral acomete mais mulheres acima de 60 anos, e a doença de Paget vulvar segue esse padrão, sendo mais comum em mulheres idosas (pós-menopáusicas), não em jovens — o que invalida a alternativa C. Por fim, a principal lesão precursora do câncer de vulva é a neoplasia intraepitelial vulvar (NIV) escamosa, especialmente a NIV diferenciada associada ao líquen escleroso e a NIV usual associada ao HPV — a doença de Paget é uma lesão precursora de adenocarcinoma, mas não é a principal lesão precursora do câncer de vulva como um todo, o que torna a alternativa E incorreta.

A pegadinha central desta questão é a classificação histogenética: a banca testa se o candidato sabe que a Doença de Paget é uma lesão glandular (não escamosa) dentro do espectro das neoplasias intraepiteliais vulvares. O candidato que decora apenas que "NIV é lesão precursora do câncer de vulva" pode marcar a alternativa E, mas ela se refere à NIV escamosa, não à doença de Paget. Guarde essa distinção: NIV escamosa (usual e diferenciada) → precursora do carcinoma escamoso; Doença de Paget → neoplasia intraepitelial glandular, precursora de adenocarcinoma.

1Tipo histológico
Neoplasia intraepitelial glandular
Não escamosa
2Associações
Adenocarcinoma subjacente
Câncer extra-vulvar (mama, TGI, trato urinário)
3Perfil clínico
Mulheres idosas (pós-menopausa)
4Tratamento in situ
Excisão local ampla
Vulvectomia radical (só invasão)
Doença de Paget vulvar
LEVELsoulevel.com.br
Doença de Paget vulvar: Tipo histológico (Neoplasia intraepitelial glandular, Não escamosa); Associações (Adenocarcinoma subjacente, Câncer extra-vulvar (mama, TGI, trato urinário)); Perfil clínico (Mulheres idosas (pós-menopausa)); Tratamento in situ (Excisão local ampla, Vulvectomia radical (só invasão))

Alternativa A — ❌ Incorreta

A vulvectomia radical é tratamento para doença invasiva (carcinoma vulvar com invasão estromal), não para a doença de Paget "in situ". Para a doença intraepitelial, o tratamento padrão é a excisão local ampla (vulvectomia simples ou parcial), com margens cirúrgicas livres, preservando ao máximo a anatomia e a função. A alternativa erra ao indicar cirurgia radical para uma lesão confinada à epiderme.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A doença de Paget vulvar está associada a neoplasias extra-vulvares. Há risco aumentado de câncer de mama, trato gastrointestinal e trato urinário em pacientes com doença de Paget vulvar, além da possibilidade de adenocarcinoma subjacente na própria vulva. A alternativa inverte o conhecimento: a associação com outros sítios é justamente uma característica importante dessa doença.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A doença de Paget vulvar acomete predominantemente mulheres idosas, geralmente na pós-menopausa (faixa etária acima de 60 anos). O câncer de vulva relacionado ao HPV pode acometer mulheres mais jovens, mas a doença de Paget clássica não segue esse padrão. A alternativa erra ao afirmar predomínio em mulheres jovens.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A doença de Paget "in situ" da vulva é uma neoplasia intraepitelial não escamosa, de tipo glandular. As células de Paget são células grandes, claras, com citoplasma abundante e núcleo atípico, dispostas isoladamente ou em pequenos grupos na epiderme. Essa é a definição histopatológica correta e o que distingue a doença de Paget das NIVs escamosas.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A principal lesão precursora do câncer de vulva é a neoplasia intraepitelial vulvar (NIV) escamosa — tanto a NIV usual (associada ao HPV) quanto a NIV diferenciada (associada ao líquen escleroso). A doença de Paget é uma lesão precursora de adenocarcinoma, mas não é a principal lesão precursora do câncer de vulva, que é majoritariamente escamoso (mais de 80% dos casos). A alternativa confunde a doença de Paget com a NIV escamosa.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre os tipos histológicos das lesões precursoras vulvares. O candidato que memoriza "NIV é precursora do câncer de vulva" pode marcar a letra E, mas a NIV referida como principal precursora é a escamosa. A doença de Paget é uma lesão glandular — e é exatamente essa palavra-chave ("não escamosa") que a alternativa D carrega. Na prova, ao ver "Doença de Paget", lembre-se: glandular, não escamosa.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, compare as lesões precursoras vulvares:

Característica

NIV escamosa

Doença de Paget

Tipo celular

Escamoso

Glandular

Associação com HPV

Sim (NIV usual)

Não

Faixa etária

Jovens (HPV) e idosas (diferenciada)

Idosas

Principal precursor de

Carcinoma escamoso

Adenocarcinoma

Tratamento "in situ"

Excisão local

Excisão local ampla

Gabarito: letra D — a Doença de Paget "in situ" vulvar é uma neoplasia intraepitelial não escamosa.

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