Técnico de Gestão Administrativa - Médico Urologista
No paciente com suspeita clínica de granuloma inguinal, o primeiro exame a ser feito é
Abacterioscopia do raspado da úlcera.
BPCR para a Klebsiella granulomatis.
CPCR para o Calymatobacterium granulomatis.
Dbiópsia da lesão.
Esorologia para granuloma inguinal.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoD — biópsia da lesão.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Granuloma inguinal: diagnóstico inicial
Gabarito: letra D. No paciente com suspeita clínica de granuloma inguinal (donovanose), o primeiro exame a ser realizado é a biópsia da lesão, que permite a identificação dos corpúsculos de Donovan no interior de macrófagos — achado histopatológico característico e confirmatório da doença. A biópsia é o padrão-ouro diagnóstico, sendo superior aos demais métodos listados, que são alternativos ou complementares.
O granuloma inguinal, também conhecido como donovanose, é uma infecção sexualmente transmissível (IST) crônica e progressiva, causada pela bactéria Klebsiella granulomatis (anteriormente denominada Calymmatobacterium granulomatis). A doença acomete predominantemente a pele e a mucosa das regiões genital, perianal e inguinal, manifestando-se como úlceras indolores, de bordas elevadas e bem definidas, com aspecto de carne viva e sangramento fácil ao toque. O diagnóstico clínico é importante, mas a confirmação laboratorial é essencial, pois outras ISTs ulcerativas (como sífilis, cancro mole e herpes genital) podem apresentar quadros semelhantes.
O diagnóstico definitivo do granuloma inguinal baseia-se na demonstração dos corpúsculos de Donovan — bastonetes intracelulares Gram-negativos — em esfregaços ou cortes histológicos. A biópsia da lesão é o método de escolha para essa identificação, pois permite a visualização dos corpúsculos no interior de histiócitos (macrófagos), um achado altamente específico. A bacterioscopia do raspado da úlcera (alternativa A) também pode ser utilizada, mas apresenta menor sensibilidade e é mais sujeita a artefatos, sendo considerada um método auxiliar. A PCR (alternativas B e C) é um método sensível e específico, porém não é o primeiro exame a ser solicitado na prática clínica, sendo reservado para casos em que a biópsia não é conclusiva ou em contextos de pesquisa. A sorologia (alternativa E) não é um método diagnóstico confiável para o granuloma inguinal, pois a resposta imune humoral é variável e pouco específica.
Na prática, a sequência diagnóstica recomendada é: suspeita clínica → biópsia da lesão (ou, em alguns serviços, esfregaço por raspado) → confirmação histopatológica com corpúsculos de Donovan → tratamento com antibióticos (geralmente doxiciclina ou azitromicina). A biópsia é o exame que oferece a maior acurácia diagnóstica e é o primeiro a ser realizado diante da suspeita clínica, conforme o gabarito oficial.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre os métodos diagnósticos do granuloma inguinal. O candidato pode ser tentado a escolher a bacterioscopia do raspado (alternativa A), que é um método válido, mas não é o primeiro exame indicado. A biópsia (alternativa D) é o padrão-ouro e o primeiro exame a ser realizado na suspeita clínica. Lembre-se: a confirmação diagnóstica da donovanose é histopatológica, com a visualização dos corpúsculos de Donovan.
1Suspeita clínica
2Biópsia da lesão
3Corpúsculos de Donovan
4Tratamento antibiótico
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
A bacterioscopia do raspado da úlcera é um método diagnóstico auxiliar, que pode ser utilizado para a pesquisa de corpúsculos de Donovan, mas não é o primeiro exame a ser realizado. A biópsia é superior em sensibilidade e especificidade, sendo o exame inicial de escolha na suspeita clínica de granuloma inguinal.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A PCR para Klebsiella granulomatis é um método molecular sensível e específico, porém não é o primeiro exame a ser solicitado. A PCR é reservada para casos em que a biópsia não é conclusiva ou em contextos de pesquisa, não sendo o padrão inicial de investigação.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A PCR para Calymmatobacterium granulomatis refere-se à nomenclatura antiga do agente etiológico, atualmente denominado Klebsiella granulomatis. Independentemente da nomenclatura, a PCR não é o primeiro exame a ser realizado na suspeita clínica, sendo a biópsia o método inicial de escolha.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A biópsia da lesão é o primeiro exame a ser realizado no paciente com suspeita clínica de granuloma inguinal. O exame histopatológico permite a identificação dos corpúsculos de Donovan no interior de macrófagos, achado característico e confirmatório da doença. A biópsia é o padrão-ouro diagnóstico, sendo superior aos demais métodos listados.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A sorologia para granuloma inguinal não é um método diagnóstico confiável, pois a resposta imune humoral é variável e pouco específica. A sorologia não é utilizada como primeiro exame na investigação da doença, sendo a biópsia o método de escolha.