Técnico de Gestão Administrativa - Médico do Trabalho
Tivemos recentemente, no Brasil, uma calamidade sanitária resultante dos impactos da pandemia de COVID 19 sobre a população. Ocorreram no país, segundo o Ministério da Saúde, 37.671.814 casos confirmados, 703.964 mortes, o que representa 17.926,21 casos confirmados para cada 100 mil habitantes, e 335 óbitos para cada 100 mil habitantes.(https://covid.saude.gov.br/ acesso em 28/05/2023). Apesar de ser o sétimo país mais populoso do mundo, o Brasil obteve a segunda colocação em número de mortes por COVID, o que demonstra que o risco de morte pela pandemia no país foi maior que a média dos demais países do mundo. Dos indicadores epidemiológicos citados no texto acima, os números 37.671.814; 703.964; 17.926,21 e 335 correspondem, respectivamente, a
Amorbidade absoluta por COVID na população; mortalidade absoluta por COVID na população; coeficiente de morbidade por COVID na população; coeficiente de letalidade por COVID na população.
Bcoeficiente de morbidade por COVID na população, coeficiente de mortalidade por COVID na população; coeficiente de morbidade relativo por COVID na população; coeficiente de mortalidade relativo por COVID na população.
Ccoeficiente de morbidade absoluta por COVID na população; coeficiente de mortalidade geral por COVID da população; índice de morbidade absoluta por COVID na população; índice de letalidade por COVID na população.
Dtaxa de morbidade absoluta da população; taxa de mortalidade absoluta na população; taxa de morbidade relativa por COVID na população; taxa de mortalidade relativa por COVID na população.
Emorbidade absoluta por COVID na população; mortalidade absoluta por COVID na população; coeficiente de morbidade por COVID na população; coeficiente de mortalidade por COVID na população.
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GabaritoE — morbidade absoluta por COVID na população; mortalidade absoluta por COVID na população; coeficiente de morbidade por COVID na população; coeficiente de mortalidade por COVID na população.
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Indicadores epidemiológicos: morbidade, mortalidade e coeficientes
Gabarito: letra E. Os números 37.671.814 e 703.964 são contagens absolutas (casos e óbitos), enquanto 17.926,21 e 335 são coeficientes calculados por 100 mil habitantes — respectivamente, morbidade absoluta, mortalidade absoluta, coeficiente de morbidade e coeficiente de mortalidade. A distinção central está entre medida absoluta (número bruto de eventos) e coeficiente (razão entre eventos e população exposta, multiplicada por uma base), que é exatamente o que a alternativa E espelha.
Na epidemiologia, os indicadores de saúde são ferramentas para quantificar a ocorrência de eventos em uma população. A morbidade refere-se ao conjunto de casos de uma doença (pessoas doentes), enquanto a mortalidade refere-se aos óbitos. Ambos podem ser expressos de duas formas fundamentais:
Medida absoluta: é a contagem direta do número de eventos — por exemplo, 37.671.814 casos confirmados ou 703.964 mortes. Não permite comparação entre populações de tamanhos diferentes, pois depende do tamanho populacional.
Coeficiente (ou taxa): é uma razão que relaciona o número de eventos à população exposta ao risco, multiplicada por uma constante (geralmente 100 mil). Exemplo: 17.926,21 casos por 100 mil habitantes. Essa padronização permite comparar populações de tamanhos distintos.
O coeficiente de morbidade (também chamado de incidência ou prevalência, dependendo do contexto) é calculado como: número de casos ÷ população × 100.000. Já o coeficiente de mortalidade é: número de óbitos ÷ população × 100.000. No texto, os valores 17.926,21 e 335 correspondem exatamente a esses cálculos, pois o enunciado informa que são "casos confirmados para cada 100 mil habitantes" e "óbitos para cada 100 mil habitantes".
Um ponto que confunde muitos candidatos é o termo letalidade. A letalidade é um indicador diferente: mede a proporção de óbitos entre os doentes (óbitos ÷ casos × 100), não entre a população geral. No texto, 335 óbitos por 100 mil habitantes é um coeficiente de mortalidade (população geral), não de letalidade — que seria calculada como 703.964 ÷ 37.671.814 × 100 ≈ 1,87%.
A banca explora justamente essa confusão entre coeficiente de mortalidade (população geral) e coeficiente de letalidade (entre doentes), além de misturar os conceitos de medida absoluta e coeficiente. A alternativa correta precisa identificar corretamente cada número: os dois primeiros são absolutos (morbidade e mortalidade absolutas), e os dois últimos são coeficientes (morbidade e mortalidade por 100 mil habitantes).
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca o coeficiente de mortalidade (óbitos ÷ população × 100.000) pelo coeficiente de letalidade (óbitos ÷ casos × 100). No texto, 335 é mortalidade por 100 mil habitantes — não letalidade. O candidato que confunde esses dois indicadores cai nas alternativas A e C, que mencionam "letalidade" no lugar de "mortalidade".
Indicadores epidemiológicos
1Medida absoluta (contagem simples)
Morbidade absoluta (nº de casos)
Mortalidade absoluta (nº de óbitos)
2Coeficiente (razão ÷ população × base)
Coeficiente de morbidade (casos ÷ pop × 100 mil)
Coeficiente de mortalidade (óbitos ÷ pop × 100 mil)
3Letalidade (óbitos ÷ casos × 100)
Não confundir com mortalidade
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O erro está no último termo: "coeficiente de letalidade". O número 335 é um coeficiente de mortalidade (óbitos por 100 mil habitantes), não de letalidade. A letalidade seria calculada como óbitos ÷ casos × 100, resultando em aproximadamente 1,87%, não 335 por 100 mil.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erra ao classificar os dois primeiros números como "coeficientes". 37.671.814 e 703.964 são contagens absolutas (morbidade e mortalidade absolutas), não coeficientes. Além disso, usa a expressão redundante "coeficiente de morbidade relativo" e "coeficiente de mortalidade relativo", que não é a terminologia correta — o correto é apenas "coeficiente de morbidade" e "coeficiente de mortalidade".
Alternativa C — ❌ Incorreta
Apresenta dois erros: (1) chama os números absolutos de "coeficiente de morbidade absoluta" e "coeficiente de mortalidade geral", quando na verdade são medidas absolutas, não coeficientes; (2) usa "índice de letalidade" para o número 335, que é coeficiente de mortalidade, não letalidade.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Usa o termo "taxa" de forma inadequada e redundante: "taxa de morbidade absoluta" e "taxa de mortalidade absoluta" são contraditórios, pois taxa/coeficiente é por definição uma razão, não uma medida absoluta. Além disso, repete o erro de chamar os dois últimos de "taxas relativas", quando o correto é apenas "coeficiente de morbidade" e "coeficiente de mortalidade".
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Identifica corretamente os quatro números: 37.671.814 como morbidade absoluta (número de casos), 703.964 como mortalidade absoluta (número de óbitos), 17.926,21 como coeficiente de morbidade (casos por 100 mil habitantes) e 335 como coeficiente de mortalidade (óbitos por 100 mil habitantes). A terminologia está precisa e a ordem corresponde exatamente aos dados do texto.
A regra de ouro para questões como esta: medida absoluta = contagem simples; coeficiente = razão com população × base fixa. Quando o enunciado diz "para cada 100 mil habitantes", é coeficiente; quando traz um número inteiro grande sem denominador, é medida absoluta. E lembre-se: letalidade é sempre óbitos ÷ casos, nunca óbitos ÷ população.