Técnico de Gestão Administrativa - Médico do Trabalho
O processo de mineração artesanal do ouro no Brasil, por meio do garimpo, tem se intensificado de forma ilegal em áreas de reservas indígenas na região amazônica. Nesse processo, para a extração do ouro, é utilizado mercúrio em sua forma líquida (Hg°), expondo os trabalhadores ao vapor desse metal por meio inalatório.São sinais de intoxicação aguda pelo vapor de mercúrio:
Areação psicótica, parestesias e anemia hemolítica.
Bembolia pulmonar; hepatite tóxica e diarreia.
Ctremores, paralisia periférica e perda de consciência.
Dpneumonite, reação psicótica e insuficiência renal aguda.
Econvulsões e choque hipovolêmico por colite hemorrágica e hemoptise.
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GabaritoD — pneumonite, reação psicótica e insuficiência renal aguda.
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Intoxicação aguda por vapor de mercúrio: manifestações clínicas
Gabarito: letra D. A intoxicação aguda por inalação de vapor de mercúrio (Hg°) manifesta-se classicamente com pneumonite química, sintomas neurológicos (como reação psicótica) e insuficiência renal aguda — exatamente o que a alternativa D descreve. O mercúrio elementar, ao ser inalado, é rapidamente absorvido pelos pulmões e distribuído para o cérebro e os rins, onde exerce seus efeitos tóxicos agudos.
A intoxicação mercurial aguda por via inalatória é um quadro clínico bem definido, distinto da intoxicação crônica. O vapor de mercúrio, por ser lipossolúvel, atravessa rapidamente a barreira alveolar e atinge a corrente sanguínea, distribuindo-se para órgãos-alvo. Os três sistemas mais afetados na fase aguda são o respiratório, o neurológico e o renal. A pneumonite química é a manifestação respiratória mais característica, podendo evoluir para edema pulmonar e síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA). No sistema nervoso central, o mercúrio causa encefalopatia, que pode se manifestar como reação psicótica, tremores, irritabilidade e alterações de comportamento. Nos rins, a toxicidade aguda leva à necrose tubular aguda, resultando em insuficiência renal aguda. Esses três componentes — pneumonite, sintomas neuropsiquiátricos e insuficiência renal — formam a tríade clássica da intoxicação aguda por vapor de mercúrio.
É importante distinguir a intoxicação aguda da crônica. A forma crônica, mais comum em exposições ocupacionais prolongadas, caracteriza-se por tremores, alterações de personalidade, gengivite e neuropatia periférica. Já a forma aguda, como a descrita no garimpo, tem início rápido após exposição a altas concentrações do vapor e cursa com o quadro respiratório, neurológico e renal descrito acima. A via de exposição também é determinante: a inalação do vapor de mercúrio elementar é a mais tóxica, pois a absorção pulmonar é quase completa, enquanto a ingestão de mercúrio metálico líquido tem baixa absorção gastrointestinal.
A banca explora a confusão entre os sinais da intoxicação aguda e crônica, além de misturar manifestações de outras doenças. O candidato que memoriza apenas os sintomas clássicos da forma crônica (tremores, alterações psíquicas) pode marcar a alternativa C, que traz tremores e paralisia periférica, mas a presença de "perda de consciência" a torna incorreta. A chave é reconhecer que a forma aguda tem um componente respiratório proeminente (pneumonite) e renal (insuficiência renal aguda), que não aparecem nas outras alternativas. Guarde a tríade: pneumonite + reação psicótica + insuficiência renal aguda.
A reação psicótica e as parestesias podem ocorrer na intoxicação mercurial, mas a anemia hemolítica não é uma manifestação típica da intoxicação aguda por vapor de mercúrio. A anemia hemolítica é mais associada a outras intoxicações, como por arsina (arseniureto de hidrogênio) ou chumbo. A banca mistura sintomas neurológicos possíveis com um sintoma hematológico que não faz parte do quadro agudo mercurial.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Embolia pulmonar, hepatite tóxica e diarreia não compõem o quadro de intoxicação aguda por vapor de mercúrio. A embolia pulmonar é uma condição vascular, não uma toxicidade direta. A hepatite tóxica pode ocorrer em outras intoxicações, mas não é um achado proeminente na intoxicação mercurial aguda. A diarreia é mais comum na intoxicação por mercúrio inorgânico ingerido (como o cloreto mercúrico), não na inalação do vapor do mercúrio elementar.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Tremores e paralisia periférica são manifestações da intoxicação crônica por mercúrio, não da forma aguda. A perda de consciência não é um sinal típico da intoxicação aguda por vapor de mercúrio; o quadro neurológico agudo é mais caracterizado por reação psicótica, irritabilidade e tremores, mas não por perda de consciência. A alternativa mistura sintomas da forma crônica com um sintoma inespecífico, afastando-a do quadro agudo descrito.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A pneumonite química é a manifestação respiratória clássica da inalação aguda de vapor de mercúrio, podendo evoluir para edema pulmonar. A reação psicótica reflete a encefalopatia aguda causada pela toxicidade do mercúrio no sistema nervoso central. A insuficiência renal aguda resulta da necrose tubular aguda, um efeito direto do mercúrio nos túbulos renais. Esses três sinais formam a tríade característica da intoxicação aguda por vapor de mercúrio, tornando esta a alternativa correta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Convulsões podem ocorrer em encefalopatias graves, mas o choque hipovolêmico por colite hemorrágica e hemoptise não são manifestações da intoxicação aguda por vapor de mercúrio. A colite hemorrágica é mais associada a outras toxinas ou doenças inflamatórias intestinais, e a hemoptise não é um sintoma típico da pneumonite química mercurial. A alternativa descreve um quadro que não corresponde à fisiopatologia da intoxicação mercurial aguda.
NÃO CAIA NESSA!
A banca mistura os sinais da intoxicação aguda com os da crônica. A forma crônica (tremores, alterações de personalidade, neuropatia periférica) é mais conhecida, e o candidato pode ser atraído pela alternativa C. Mas a questão pede explicitamente a forma AGUDA, que tem como marca registrada a pneumonite e a insuficiência renal aguda — sintomas que só aparecem na alternativa D. Ao ler "intoxicação aguda", procure imediatamente pelos sintomas respiratórios e renais.
PEGA ESSA DICA!
Para diferenciar as formas de intoxicação mercurial, monte um quadro mental: aguda (inalação) → pneumonite, reação psicótica, IRA; crônica (exposição prolongada) → tremores, gengivite, alterações de personalidade, neuropatia periférica. Na prova, se a questão falar em "vapor" e "inalatório", o foco é a forma aguda e seus sintomas respiratórios.