O Value at Risk (VAR), na mensuração do risco de mercado, não considera
Aa pior perda esperada ao longo de determinado intervalo de tempo.
Ba marcação da posição a mercado, ou seja, o valor da carteira hoje.
Ca variabilidade dos fatores de risco.
Do longo prazo (anos), uma carteira dinâmica e reversão à média significativa.
Eo nível de confiança estatística.
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GabaritoD — o longo prazo (anos), uma carteira dinâmica e reversão à média significativa.
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Value at Risk (VaR)
Gabarito: letra D. O Value at Risk (VaR) é uma medida estatística que estima a pior perda esperada de uma carteira em um horizonte de tempo curto (ex.: 1 dia) e com um determinado nível de confiança (ex.: 95% ou 99%). Ele pressupõe que a carteira permanece estática durante o período e que os fatores de risco seguem uma distribuição de probabilidade. O VaR não considera horizontes longos (anos), carteiras dinâmicas (com rebalanceamento) ou reversão à média significativa, pois tais características invalidariam os pressupostos de normalidade e estabilidade. Portanto, a alternativa D é a única que descreve algo que o VaR efetivamente não incorpora.
Value at Risk (VaR)
1Considera
Pior perda esperada (curto prazo)
Marcação a mercado (valor atual)
Variabilidade dos fatores de risco
Nível de confiança estatística
2Não considera
Longo prazo (anos)
Carteira dinâmica (rebalanceamento)
Reversão à média significativa
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O VaR considera a pior perda esperada ao longo de um intervalo de tempo. Ele quantifica exatamente isso: o percentil inferior da distribuição de retornos futuros. Afirmar que o VaR não considera essa perda é incorreto.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O VaR considera a marcação a mercado (mark-to-market) da posição atual. O cálculo do VaR parte do valor presente da carteira para projetar perdas potenciais. Sem esse valor de referência, a medida não teria sentido.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O VaR considera a variabilidade dos fatores de risco. Ele utiliza a volatilidade (desvio-padrão) dos retornos e as correlações entre ativos para modelar cenários de perda. Ignorar a variabilidade tornaria impossível estimar a exposição ao risco.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O VaR é projetado para horizontes curtos (tipicamente 1 a 10 dias) e assume carteira estática. Portanto, não incorpora efeitos de longo prazo (anos), carteira dinâmica (mudanças na composição ao longo do tempo) nem reversão à média significativa. Esses aspectos são próprios de medidas de risco de longo prazo ou de simulações de cenários, não do VaR padrão.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O VaR considera o nível de confiança estatística. Essa é a base da definição: o VaR é o valor da perda que não deve ser excedido com uma dada probabilidade (ex.: 95% das vezes a perda não ultrapassará o VaR). Sem o nível de confiança, o VaR não poderia ser calculado.
Resumo: O VaR considera perda esperada, valor presente, variabilidade dos fatores e nível de confiança. O que ele não considera são horizontes longos, carteiras dinâmicas e reversão à média — exatamente a alternativa D.