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Questão de Banco de Dados — DW - Data Warehouse — FGV 2023

Banco de DadosDW - Data Warehouse
Código
fg060710
Banca
FGV
Órgão
CGE-SC
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Auditor do Estado - Ciências da Computação - Tarde (Conhecimentos Específicos)
As informações analiticamente úteis das fontes de dados operacionais (das operações do dia a dia do negócio) são carregadas no Data Warehouse por meio do processo de ETL. Um dos recursos úteis em um DW é poder observar um mesmo item de dimensão em vários instantes de tempo (timestamps), como, por exemplo, observar o preço de venda de um produto ao longo dos anos.Assinale a opção que indica a técnica que torna possível a disposição desse recurso.
  1. AA supressão, no Data Warehouse, das chaves primárias do bando de dados operacional.
  2. BA criação de chaves primárias compostas por um atributo de chave substituta e um de chave primária do banco de dados operacional.
  3. CA substituição, e consequente supressão, das chaves primárias do banco de dados operacional por chaves substitutas no Data Warehouse.
  4. DA criação de chaves primárias substitutas no Data Warehouse, mantendo as chaves primárias do banco de dados operacional como atributos únicos no Data Warehouse.
  5. EA criação de chaves primárias substitutas no Data Warehouse, mantendo as chaves primárias do banco de dados operacional como atributos não chave no Data Warehouse.
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GabaritoE — A criação de chaves primárias substitutas no Data Warehouse, mantendo as chaves primárias do banco de dados operacional como atributos não chave no Data Warehouse.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Timestamps em Data Warehouse e Chaves Surrogadas

Gabarito: letra E. A técnica que permite observar um mesmo item de dimensão em vários instantes de tempo (timestamps) é a criação de chaves primárias substitutas (surrogadas) no Data Warehouse, mantendo as chaves primárias do banco de dados operacional como atributos não chave. Isso possibilita que um mesmo produto, por exemplo, tenha vários registros com diferentes timestamps, cada um com sua própria surrogate key, preservando o histórico.

O recurso de timestamp depende da capacidade de armazenar múltiplas versões de um mesmo item de dimensão. Para isso, o DW utiliza chaves surrogadas (não reutilizadas) como chave primária, enquanto a chave natural (operacional) vira um atributo comum. Assim, cada alteração no valor do item (como preço) gera um novo registro com nova surrogate key e novo timestamp, sem perder a referência ao item original.

Critério

Alternativa A

Alternativa B

Alternativa C

Alternativa D

Alternativa E (Gabarito)

Chave primária operacional mantida?

Não (suprimida)

Sim (como parte da PK composta)

Não (suprimida)

Sim (como atributo único)

Sim (como atributo não chave)

Chave substituta (surrogate) usada?

Não

Sim (como parte da PK composta)

Sim (como PK única)

Sim (como PK)

Sim (como PK)

Permite múltiplos registros para o mesmo item?

Não (perde referência)

Sim, mas com PK composta longa

Não (perde referência)

Não (unicidade impede)

Sim (sem restrição de unicidade)

Técnica padrão para SCD (Slowly Changing Dimension)?

Não

Não (incomum)

Não

Não

Sim (tipo 2)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A supressão das chaves primárias operacionais no DW eliminaria a referência ao item original, impossibilitando relacionar os diferentes timestamps a um mesmo produto/entidade. A chave operacional é necessária para identificar o item; suprimi-la quebra a rastreabilidade.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A criação de chaves primárias compostas por surrogate key + chave operacional é possível, mas não é a técnica padrão e mais eficiente. Geralmente, a surrogate key já é suficiente como PK; compor com a chave operacional pode tornar a chave muito longa e não resolve o problema da variação temporal de forma limpa — cada registro já teria surrogate key única, e a combinação não é necessária para permitir múltiplos timestamps.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A substituição e consequente supressão das chaves operacionais por chaves substitutas elimina a referência ao item original. Sem a chave operacional como atributo, não é possível saber que registros com diferentes timestamps pertencem ao mesmo produto. A chave operacional deve ser mantida como atributo não chave para permitir essa correlação.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Manter as chaves primárias operacionais como atributos únicos no DW (ou seja, com restrição de unicidade) impediria a existência de múltiplos registros para o mesmo item, pois a chave operacional não poderia se repetir. Para permitir históricos, a chave operacional não pode ser única; deve ser um atributo não chave que pode aparecer várias vezes.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Conforme a descrição, a técnica correta é criar chaves primárias substitutas (surrogadas) no DW e manter as chaves primárias do banco operacional como atributos não chave. Dessa forma, cada registro de um item (por exemplo, preço de um produto em diferentes datas) possui uma surrogate key única, mas a chave operacional (código do produto) se repete, permitindo agrupar todos os registros históricos daquele produto. Essa é a abordagem padrão em modelagem dimensional (Star Schema) para suportar dimensões que variam lentamente (Slowly Changing Dimensions).

Gabarito: letra E

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