Questão de Administração Geral — Gestão Estratégica — FGV 2023
Administração Geral›Gestão Estratégica
Código
fg061128
Banca
FGV
Órgão
CGM - RJ
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Técnico de Controle Interno
Gerir os riscos refere-se a, dentre outros, gerenciar os riscos críticos. Os riscos críticos, ou seja, aqueles com potencial de impacto significativo nas operações e nos resultados, devem ser avaliados com precisão e os respectivos planos de mitigação devem ser monitorados.Como boa prática, o reporte acerca desses riscos deve ser:
Aencaminhado diretamente a pelo menos um membro das instâncias externas de governança, de forma independente da administração executiva;
Bencaminhado indiretamente a todos os membros das instâncias internas de governança por meio da administração executiva;
Cadaptado às necessidades da organização e realizado de forma não rotineira e com frequência indefinida para não haver risco de fraude;
Dconfiável e suficientemente detalhado para informar à liderança acerca dos riscos críticos, mas simplificado de forma a não exagerar na quantidade de riscos considerados críticos;
Econfiável, e por isso mesmo pouco detalhado, para informar à liderança acerca dos riscos críticos, sem limitar a quantidade de riscos considerados críticos.
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GabaritoD — confiável e suficientemente detalhado para informar à liderança acerca dos riscos críticos, mas simplificado de forma a não exagerar na quantidade de riscos considerados críticos;
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Gestão de riscos: reporte de riscos críticos
Gabarito: alternativa D. O reporte de riscos críticos deve ser confiável e suficientemente detalhado para informar a liderança, mas simplificado para evitar excesso de riscos considerados críticos. Essa é a boa prática preconizada pela gestão de riscos (ISO 31000:2018), que enfatiza a personalização e a melhor informação disponível, sem sobrecarregar os tomadores de decisão.
A banca testa o equilíbrio necessário no reporte: informação suficiente para a tomada de decisão, sem exageros que diluam a atenção. As demais alternativas falham ao propor canais inadequados, frequência indefinida ou detalhamento insuficiente.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o reporte deve ser encaminhado diretamente a pelo menos um membro das instâncias externas de governança, de forma independente da administração executiva. A boa prática de gestão de riscos não estabelece envio direto a instâncias externas como regra; o reporte prioritário é à liderança interna (alta direção e órgãos de supervisão internos). A independência excessiva pode quebrar a integração necessária.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Propõe reporte indireto a todos os membros das instâncias internas por meio da administração executiva. Isso cria filtro desnecessário e pode retardar a informação. A comunicação deve ser direta e oportuna aos responsáveis pela tomada de decisão, conforme o princípio da comunicação contínua e da integração.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Sugere reporte adaptado, mas não rotineiro e com frequência indefinida para evitar fraude. A gestão de riscos é dinâmica e requer monitoramento contínuo; a frequência do reporte deve ser definida com base na criticidade, não ser indefinida. A adaptação é correta, mas a periodicidade indeterminada compromete o acompanhamento.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa captura o equilíbrio ideal: reporte confiável e suficientemente detalhado para informar a liderança, mas simplificado para não exagerar na quantidade de riscos considerados críticos. Isso está alinhado aos princípios da ISO 31000:2018, especialmente 'melhor informação disponível' (informação oportuna, clara e disponível) e 'personalizada' (proporcional aos contextos). O reporte deve priorizar os riscos mais relevantes, evitando sobrecarga.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que o reporte é confiável, e por isso pouco detalhado, sem limitar a quantidade de riscos críticos. Confiabilidade não implica escassez de detalhes; o reporte precisa de detalhamento suficiente para embasar decisões. Além disso, não limitar a quantidade de riscos críticos contraria a necessidade de foco e priorização – a gestão de riscos busca identificar os que realmente importam.
NÃO CAIA NESSA!
A banca pode tentar confundir com a alternativa E ('confiável = pouco detalhado') ou com a C ('adaptado = frequência indefinida'). No primeiro caso, confiabilidade e detalhamento não são excludentes – o reporte deve ser ambos. No segundo, adaptação não elimina a necessidade de periodicidade; a frequência deve ser definida, não aleatória. Fique atento a palavras como 'não rotineiro', 'indefinida', 'pouco detalhado' – elas geralmente sinalizam o erro.
PEGA ESSA DICA!
BSC
BSC = Balanced Scorecard (ferramenta de gestão estratégica com indicadores de desempenho de fatores críticos)