Questão de Contabilidade Geral — Teste de Recuperabilidade (impairment) — FGV 2023
Contabilidade Geral›Teste de Recuperabilidade (impairment)
Código
fg061333
Banca
FGV
Órgão
Câmara dos Deputados
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Analista Legislativo - Contador - Tarde
Em 01/01/2019, uma sociedade empresária adquiriu, por R$200.000, uma van para fazer o transporte de seus funcionários. Nesse momento, foi estimado que a van seria utilizada durante 5 anos e vendida por R$50.000, expectativas que foram mantidas durante os anos seguintes, até 2022.A sociedade empresária realiza teste de redução ao valor recuperável de seus ativos anualmente, em 31/12, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 01 (R1) - Redução ao Valor Recuperável de Ativos. Através do teste foram estimados, respectivamente, o valor em uso e o valor justo da van nos anos seguintes, do seguinte modo:• 31/12/2019: R$172.000 e R$168.000• 31/12/2020:R$135.000 e R$141.000• 31/12/2021:R$105.000 e R$108.000Ainda, as despesas de venda em cada ano são estimadas em R$4.000. Em 01/07/2022 a van foi vendida por R$100.000.O resultado com a venda da van nessa data foi
AR$5.000.
BR$8.750.
CR$9.500.
DR$22.000.
ER$23.000.
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GabaritoB — R$8.750.
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Teste de Recuperabilidade (Impairment) e Depreciação de Ativo Imobilizado
Gabarito: letra B (R$ 8.750). A van foi adquirida por R$ 200.000, valor residual de R$ 50.000 e vida útil de 5 anos, gerando depreciação linear anual de R$ 30.000. O teste de impairment nos anos de 2019, 2020 e 2021 ajustou o valor contábil para o valor recuperável (maior entre valor em uso e valor justo líquido de despesa de venda), conforme CPC 01. Com a venda em 01/07/2022 por R$ 100.000, o valor contábil líquido na data era de R$ 91.250, resultando em ganho de R$ 8.750.
A resolução exige o cálculo da depreciação acumulada, a aplicação do impairment (reconhecendo perdas quando o valor contábil excede o recuperável) e a depreciação ajustada após cada perda, já que o CPC 01 determina que a depreciação futura deve ser recalculada com base no novo valor contábil e na vida útil remanescente.
Passo a passo detalhado
1. Depreciação linear original
Custo de aquisição: R$ 200.000
Valor residual: R$ 50.000
Valor depreciável: R$ 150.000
Vida útil: 5 anos
Depreciação anual: R$ 150.000 / 5 = R$ 30.000
2. Teste de impairment em 31/12/2019
Depreciação acumulada: 1 ano = R$ 30.000
Valor contábil: R$ 200.000 – R$ 30.000 = R$ 170.000
Valor em uso: R$ 172.000
Valor justo líquido (valor justo – despesas de venda): R$ 168.000 – R$ 4.000 = R$ 164.000
Valor recuperável: maior(172.000; 164.000) = R$ 172.000
Como o valor contábil (170.000) < valor recuperável (172.000), não há perda. Valor contábil mantido em R$ 170.000.
3. Teste de impairment em 31/12/2020
Depreciação do ano 2020: mais R$ 30.000
Valor contábil antes do teste: R$ 170.000 – R$ 30.000 = R$ 140.000
O ganho de R$ 8.750 resulta da diferença entre o valor de venda (R$ 100.000) e o valor contábil na data da venda (R$ 91.250), após a aplicação correta dos ajustes de impairment e depreciação recalculada.
Alternativa A — ❌ Incorreta (R$ 5.000)
Esse valor seria obtido se não houvesse impairment em 2021 e se a depreciação original de R$ 30.000/ano fosse mantida até a venda, sem ajuste. Nesse caso, o valor contábil em 01/07/2022 seria R$ 200.000 – (3,5 x R$ 30.000) = R$ 95.000, e o resultado seria R$ 100.000 – R$ 95.000 = R$ 5.000. Ignora o impairment de 2020 e 2021.
Alternativa C — ❌ Incorreta (R$ 9.500)
Pode decorrer de erro ao considerar o impairment apenas de 2020 (R$ 3.000) e ignorar o de 2021, ou de uso incorreto na depreciação pós-2020 (talvez tenha aplicado R$ 30.000 em 2021 em vez de R$ 29.000, gerando valor contábil diferente).
Alternativa D — ❌ Incorreta (R$ 22.000)
Provável confusão: subtrai-se o valor contábil antes de qualquer impairment (R$ 170.000 – depreciação 2020 e 2021? Não corresponde ao cálculo correto.
Alternativa E — ❌ Incorreta (R$ 23.000)
Também não reflete os ajustes de impairment; possivelmente calcula o resultado como valor de venda menos custo original sem depreciação ou vice-versa.
PEGA ESSA DICA!
Ao resolver questões de impairment, lembre-se: a depreciação após a perda deve ser recalculada com base no novo valor contábil e na vida útil restante (CPC 01, item 63). Monte uma linha do tempo com os valores contábeis e aplicação do teste a cada ano – isso evita erros de acumulação.