Questão de Contabilidade Geral — Instrumentos Financeiros — FGV 2023
Contabilidade Geral›Instrumentos Financeiros
Código
fg061336
Banca
FGV
Órgão
Câmara dos Deputados
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Analista Legislativo - Contador - Tarde
Em 01/01/2022, uma sociedade empresária adquiriu por R$50.000 uma debênture emitida por uma companhia aberta, com o objetivo de obter valorização e, posteriormente, lucro com a venda futura. Os juros eram de R$2.000 ao ano. Em 31/12/2022, o valor de mercado do ativo, com os juros incluídos, era de R$58.000.A empresa optou por reconhecer o valor justo da debênture através de Outros Resultados Abrangentes.O lançamento contábil relacionado à debênture em 31/12/2022 será:
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Instrumentos Financeiros – Mensuração a Valor Justo por Meio de Outros Resultados Abrangentes
Gabarito: letra B. A debênture foi adquirida com o objetivo de obter valorização e lucro com venda futura, e a empresa optou pelo valor justo por meio de Outros Resultados Abrangentes (FVOCI). Para instrumentos de dívida classificados como FVOCI, os juros (receita financeira) são reconhecidos no resultado do período, enquanto a variação do valor justo, líquida dos juros, é registrada no Patrimônio Líquido, na conta Ajuste de Avaliação Patrimonial. O aumento total do valor justo foi de R$ 8.000 (de R$ 50.000 para R$ 58.000), sendo R$ 2.000 de juros e R$ 6.000 de valorização. O lançamento correto é: débito no ativo (Instrumentos Financeiros) de R$ 8.000, crédito de Receita Financeira de R$ 2.000 e crédito de Ajuste de Avaliação Patrimonial de R$ 6.000.
A banca testa o conhecimento sobre a contabilização de ativos financeiros mensurados a valor justo por meio de ORA (Outros Resultados Abrangentes). A chave é separar o componente de juros (que vai para o resultado) da parcela de valorização (que vai para o PL).
1Valor justo total: +R$8.000
2Juros (R$2.000) → Resultado
3Valorização líquida (R$6.000) → PL (AAP)
4Débito: Ativo R$8.000
5Crédito: Receita Financeira R$2.000
6Crédito: AAP R$6.000
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Credita R$ 10.000 em Ajuste de Avaliação Patrimonial, valor que corresponde à variação total do valor justo (R$ 8.000) mais os juros (R$ 2.000). Ignora que os juros devem ir para o resultado, não para o PL.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Registra corretamente: débito no ativo pelo aumento total de R$ 8.000, crédito de Receita Financeira de R$ 2.000 (juros) e crédito de Ajuste de Avaliação Patrimonial de R$ 6.000 (valorização líquida). Essa é a contabilização prevista pelo CPC 48 para instrumentos de dívida mensurados a FVOCI.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Inverte os valores: credita Receita Financeira de R$ 6.000 e Ajuste de Avaliação Patrimonial de R$ 2.000. Troca a parcela que vai para resultado com a que vai para o PL.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Credita R$ 8.000 integralmente em Ajuste de Avaliação Patrimonial, desconsiderando o reconhecimento da receita financeira de R$ 2.000 no resultado.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Credita R$ 8.000 integralmente em Receita Financeira, tratando toda a variação como resultado, o que seria adequado apenas para ativos mensurados a valor justo por meio do resultado (FVTPL), não para FVOCI.
NÃO CAIA NESSA!
A banca confunde o tratamento dos juros. No FVOCI, os juros (receita financeira) sempre vão para o resultado. A variação do valor justo (exceto juros) vai para o PL. O candidato pode achar que tudo vai para o PL (alternativa D) ou tudo para o resultado (alternativa E), mas a chave é separar. Aqui, como o valor justo inclui os juros, o aumento total de R$ 8.000 é composto por R$ 2.000 de juros (resultado) e R$ 6.000 de valorização (PL).